A imprensa - Surgimento - A imprensa no Brasil - A imprensa na atualidade - Dia da imprensa

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O surgimento da imprensa

A imprensa escrita teve seu início na Itália no século XVI. Nesse período, começaram a circular as folhas volantes, anunciando grandes eventos. Na Alemanha e na Holanda, por exemplo, já existiam publicações com periodicidade mais ou menos regular. Na Inglaterra do século XVII também surgiram folhas de notícias denominadas coranto.

O conteúdo dessas folhas, no entanto, tratava do movimento do mercado financeiro, algumas impressas pelos próprios banqueiros. Só a partir dos séculos XVIII e XIX é que a imprensa passa a ser um meio de exposição de idéias, pontos de vista e opiniões. Intelectuais renomados deixam de lado a prosa dos salões para se dedicar ao texto combativo e militante das redações de jornal. Estes, por sua vez, já estavam remunerando o trabalho escrito.

No início

A arte de abricar papel foi desenvolvida pelos chineses, por volta do século II a.C. Podemos dizer que foi o primeiro passo para chegarmos à imprensa. O que seria de Guttemberg, afinal (inventor da impressora de tipos móveis, no século XV), sem a existência do papel? Naturalmente que uma descoberta procede outra e assim a humanidade evolui em suas técnicas. Mas é sempre bom lembrarmos onde tudo começou e quem esteve à frente do pontapé inicial.

A técnica de fazer papel foi trazida para o Ocidente depois que um grupo de chineses foi capturado por árabes, próximo a Samarcande, em 751 d.C. Obrigados a ensinar tudo o que sabiam aos seus raptores, a feitura de papel acabou chegando à Espanha, mas apenas 400 anos após essa captura inesperada. Ou seja, no ano de 1150.


Com o progresso tanto das técnicas de fabricação de papel quanto das impressoras, ficou estabelecido o contexto para o começo e evolução da imprensa.

A imprensa no Brasil

O dois principais periódicos que surgiram em 1808 no Brasil foram os jornais "O Correio Braziliense" e "A Gazeta do Rio de Janeiro". Levaram para as suas redações os melhores escritores da época, como já acontecia na Europa.

No início, os textos apresentavam um estilo literário, mas depois foram mudando, adquirindo formato próprio, com ênfase nas grandes reportagens, seguindo o modelo americano de escrever para jornais.

A influência do jornalismo norte-americano, aliás, ainda é muito marcante na imprensa brasileira. Um exemplo dessa influência são as chamadas revistas semanais, "Veja", "Isto é", "Época", que copiam a bem-sucedida "Time". Elas têm em comum fazerem uma análise mais aprofundada dos fatos ocorridos e publicados durante a semana.

A imprensa na atualidade

A mídia do mundo moderno é movimentada por bem mais do que a imprensa escrita. O rádio, inventado em fins do século XIX, passa a fazer parte da vida das pessoas na primeira metade do século XX, mais precisamente década de 20, e por volta da década de 50, a televisão.

O rádio foi caracterizado pelo imediatismo da informação e a TV pela presença da imagem na notícia. Tanto um veículo quanto outro causaram, a seu modo, grande impacto e sentimento de inovação. E cada um trouxe sua maneira peculiar de envolvimento com o público em geral: um tempo próprio.

Toda mídia tem essa marca essencial de demarcar seu tempo. Hoje em dia, a internet é a mídia mais veloz de que dispomos e a que apresenta, naturalmente, maior interatividade: emissor e receptor se comunicando em tempo real.

Após conhecer o rádio, o mundo conheceu o rádio, jamais poderia imaginar que logo depois seria possível a idéia da televisão. E nós, agora, que conhecemos a internet, sabemos que podemos esperar, daqui por diante, muitas novidades.

O Dia da imprensa

o dia da imprensa era comemorado no dia 10 de setembro, até 1999. Em 10 de setembro de 1808, pela primeira vez, circulou a Gazeta do Rio de Janeiro, um periódico oficial que servia à Corte. Até esse ano, era proibida a circulação e a impressão de qualquer tipo de jornal ou livro. Porém, havia um jornal que, antes da criação da Gazeta do Rio de Janeiro, já circulava clandestinamente: O Correio Braziliense, produzido pelo jornalista gaúcho Hipólito José da Costa Pereira Furtado de Mendonça.

Se na época as publicações brasileiras eram proibidas porque a Corte Portuguesa temia que os brasileiros fossem influenciados pelas idéias de liberdade, igualdade e fraternidade que circulavam pela Europa, o Correio Braziliense tinha que permanecer clandestino porque simpatizava com tais pensamentos.


O Correio Braziliense foi lançado em junho de 1808, ou seja, três meses antes da Gazeta. Somente em 1999 foi reconhecido oficialmente como pioneiro na história da imprensa brasileira e então, foi promulgada a lei que determinava para 1 de junho, as comemorações do Dia da Imprensa.


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