DIA DA GRÁFICA - 24 DE JUNHO - PARQUE GRÁFICO, INDÚSTRIA GRÁFICA, PROCESSOS DE IMPRESSÃO, SISTEMAS DE IMPRESSÃO

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Gráfica é uma empresa prestadora de serviços, cuja função é transferir tinta para um substrato (papel, plásticos, etc..) através de um sistema de impressão, como off-set, rotogravura, flexografia e outros. As gráficas podem ainda oferecer serviços de pós-impressão, como acabamento, dobraduras, encadernação, colagem e efeitos.

O que é "Parque gráfico"

É um conjunto de empresas gráficas de uma companhia, cidade, estado ou país, que engloba todos os maquinários necessários para a produção (da impressão ao acabamento) de livros, revistas, jornais e outros tipos de impressos.

A indústria gráfica no Brasil

Com a modernização do Brasil na década de 1950 e o consequente desenvolvimento da indústria local, o setor gráfico cresceu 143% no período. O parque gráfico brasileiro foi capaz então de iniciar sua renovação na primeira metade da década de 1960, ampliando ainda mais a atividade editorial no país. Já na década de 1970 as gráficas haviam migrado dos antigos linotipos para os modernos equipamentos de fotocomposição.


Parte desta renovação deve-se a medidas como taxa de câmbio especial para importação, isenção de taxas alfandegárias para máquinas destinadas à produção de livros, além da isenção de taxas na produção de livros estabelecida pela Constituição de 1967. Um dos maiores parques gráficos da América Latina está situado em São Paulo e pertence ao Grupo Abril.

Os processos de impressão

Direto para o filme (computer-to-Film)

Nos últimos anos, as empresas de impressão enfrentaram exigências enormes da parte dos seus clientes, os quais requeriam maior rapidez e flexibilidade nos ciclos de produção, tiragens menores, e ainda um serviço permanente de 24 horas..

Consequentemente, os impressores necessitavam de uma maior automatização na sala de impressão, a fim de aumentarem a agilidade no processo. Neste periodo, surgiram o birôs de serviço, pequenas empresas especializadas em pré-impressão e fotolitagem. Essas empresas investiram em processos de automatização de fluxos de trabalho através da tecnologia Computer-to-Film.

Na gravação direta para o filme (fotolito), a manipulação dos arquivos, a imposição das páginas e o complexo universo dos clientes que fornecem informações digitais fazem do filme um meio ideal para chegar a qualquer impressora já que se adequa a uma grande variedade de chapas e máquinas. Ao término do processo uma máquina digital de tecnologia laser chamada imagesetter gera os fotolitos de páginas.

Além disso, esse processo permite que permaneça nas mãos do impressor a manipulação e a substituição de um fotolito/chapa de impressão se necessário, no momento da impressão.

A imposição manual dos filmes já existentes (geralmente na publicidade) faz do filme a forma mais econômica de realizar esse processo. Essa é uma etapa no caminho para o CTP ou quase um passo obrigatório para as pequenas e médias empresas.

Principais vantagens

=> Aberto ao uso do formato PS ou PDF.
=> A qualidade e a repetitibilidade são fatores garantidos.
=> Baixo custo em caso de erro.
=> Insumos conhecidos, químicos e filmes com processamento automatizado.
=> Incorporação do gerenciamento de cor para uma reprodução mais fiel das cores.
=> Maior velocidade na produção de filmes devido ao aprimoramento dos fluxos de trabalho e à atualização dos equipamentos.
=> Possibilidade de produzir filmes em poliéster.
=> Totalmente compatível com sistemas digitais de provas de imposição e de cor.

Direto para a chapa (computer-to-plate)

O processo se baseia na conversão da informação digital, arquivos contendo textos e imagens em chapas para impressão. O processo ocorre sem a necessidade de geração de fotolitos, e se utiliza da tecnologia a laser para gravação das chapas a partir de uma máquina digital chamada platesetter.

Conhecido no mercado como CTP (computer-to-plate) ou DTP (direct-to-plate), e tem como conceito e objetivo principal, eliminar o uso de fotolitos, dispensando os processos de montagem manual.

Os filmes (fotolitos) antes montados em bases de astralon (página a página, cor a cor) são montados em computadores (PCs ou Macintoshes), a partir de arquivos digitais e com softwares específicos para imposição das páginas.

Chapa de impressão de fotopolímero para offset

As chapas de polímero possuem base de alumínio com tratamento anodizado. Este tratamento oferece uma melhor aderência da camada de fotopolímero, proporcionando uma maior tiragem e um perfeito equilíbrio entre água e tinta. A emulsão da chapa possui alta sensibilidade ao laser, oferecendo também alta resistência na impressão.

Armazenamento: semelhante às chapas do processo convencional, não necessitando de ambiente climatizado.

Tiragem: após a exposição e revelação da chapa de polímero é possível obter 200.000 impressões antes de passarem pelo forno. Após o forneamento pode se chegar a 1.000.000 de impressões, o que representa uma tiragem muito maior do que a obtida com o processo convencional.

Variações de ponto: a tecnologia de gravação em fotopolímero em conjunto com a alta definição ótica de uma Platesetter, é garantida uma definição de ponto de 175 lpi com uma resolução de 2.540 dpi, permitindo a reprodução de pontos que variam de 2% a 99%.


Vantagens

Por ser um processo totalmente eletrônico e informatizado (digital), proporciona as seguintes vantagens:

=> redução de custo com a eliminação do uso de fotolito, e a diminuição de lixo produzido, o que aponta para uma tecnologia ecologicamente responsável;
=> menor tempo de produção;
=> aumento na qualidade do produto final.

Direto para a impressão (computer-to-press)

Um novo sistema de produção, o computer-to-press, está por ser implantado nos grandes centros industriais. Com ele, será o fim do uso da chapa, com a emissão das páginas diagramadas diretamente para a rotativa da gráfica. Este sistema ainda não é utilizado em grande escala, sendo empregado principalmente na produção de peças para ponto de venda, tais como: displays, banners e back-lights. Seu uso pode se estender para cenários, adesivos e imantados.

Com este enfoque, o computer-to-press se enquadra principalmente como sendo uma tecnologia de impressão digital para Mídia Externa e Ponto de Venda.

Entretanto, é uma tecnologia muito nova, que está passando por um período de adaptação para a impressão em grande escala. Um exemplo desse esforço é o offset digital. Para os próximos anos, acredita-se que a tecnologia já deva ser empregada principalmente na editoria de livros, revistas, periódicos e jornais.

Sistemas de impressão

Existem vários sistemas de impressão, cada um mais adequado ao tipo de aplicação:
=> Offset,
=> Flexografia,
=> Serigrafia,
=> Tampografia,
=> Impressão digital
=> Outros...

A utilização de cada um depende de alguns fatores:

=> o tipo de suporte (papel, plástico, adesivo ...)
=> a qualidade estética final do material impresso,
=> a resistência do material,
=> a tiragem etc...

O offset

É um dos sistemas mais utilizados pelas gráficas, devido à alta qualidade e ao baixo custo que oferece, principalmente para grandes quantidades. É um sistema de impressão indireto, conforme a palavra original inglesa, baseado na repulsão tinta-água.

Os processos de impressão exigem a confecção de fotolitos e as subseqüentes chapas de impressão (direto para o filme). Atualmente, existe também o offset digital, que dispensa o uso dos fotolitos, também chamado de processo direto para a chapa (direct to plate ou computer to plate).

O sistema offset permite o uso de várias cores, retículas uniformes ou variáveis, de modo que as cópias obtidas podem ser de alta qualidade.

As máquinas offset podem ser planas ou rotativas, sendo que as rotativas servem para grandes tiragens (geralmente acima de 20.000 cópias) e as planas para menores tiragens.

As impressoras podem variar o número de tintas que imprimem simultaneamente: existem impressoras offset que imprimem apenas uma cor e aquelas que imprimem até dez cores automaticamente (ciano, magenta, amarelo, preto e mais seis cores especiais).

A flexografia

É um sistema voltado para a impressão de materiais contínuos, como etiquetas em bobinal. A impressão é feita por uma matriz de material sintético flexível, semelhante à borracha, na qual a imagem a ser impressa está gravada em alto-relevo. As características da flexografia permitem impressão sobre vários tipos de materiais, além do papel (plásticos, laminados, etc).

Serigrafia (silk screen)

É um dos mais antigos processos de impressão, sendo bastante artesanal e sendo um dos processos mais flexíveis pois pode ser realizado na maioria dos materiais existentes na terra; hoje é um processo muito usado no acabamento de produtos gráficos, nas industrias do ramo automobilistico, elétrico, eletrônico( painéis, placas de circuito impresso, computadores, teclados,etc..), construção civil, comunicação urbana, industria textil, produção artistica, e outros.

Atualmente o seu processo é totalmente automatizado. Dos fotolitos, as imagens são gravadas por processo fotográfico em telas sintéticas especiais revestidas com uma finíssima camada impermeável às tintas; as regiões gravadas com a imagem são permeáveis às tintas, ao contrário do resto da tela, que permanece impermeável; cada tela é fixada numa moldura rígida e posicionada sobre a superfície a ser impressa.

tampografia

É um sistema indireto de impressão que utiliza um clichê em baixo relevo. A imagem é transferida da matriz para o suporte através de uma peça de silicone denominado tampão. O tampão pode ter diferentes formatos, o que, aliado a sua flexibilidade, permite a impressão em superfícies irregulares, tais como: côncavas, convexas e em degraus (não planas).

Aplicações típicas incluem brinquedos, relógios, eletrodomésticos, vidrarias, brindes, pratos, teclas de computador, painéis de aparelhos eletrônicos, canetas, e outros. Atualmente utiliza-se em concorrência com a serigrafia no campo da estamparia de objetos tridimensionais.

Hot-Stamp (estampa quente)

É um sistema semelhante à tipografia (matriz de impressão - clichês - é dura e plana, normalmente de metal, na qual grafismo a ser impressa está em alto-relevo), porém o clichê não recebe tinta, sendo apenas aquecido e pressionado sobre uma tira de material sintético revestida de uma finíssima camada metálica.

Quando a camada metálica é pressionada pelo clichê quente, desprende-se da fita e adere à superfície do material a ser impresso. Esse sistema é utilizado para imprimir pequenos detalhes, produzindo efeitos metalizados. O processo de Hot Stamping é muito utilizado em trabalhos monográficos, trabalhos escolares, e arquivos. A impressão em Hot Stamping pode ser feita em livros de capa dura, ou mesmo em outro tipo de material, como papelão, calçados, ou artigos de couro.


Impressão digital

Dispensa o uso de fotolitos e é feita em copiadoras coloridas (para pequenas tiragens até 200 cópias), plotters (para impressão de grandes formatos), impressoras de provas digitais e também as chamadas de impressoras digitais que imprimem grandes tiragens sem fotolitos.

Ao longo do tempo, a impressão digital foi ganhando espaço no mercado gráfico, conseguindo a mesma qualidade e durabilidade das impressões "off-set" e permitindo praticamente todos os acabamentos e encadernações. Os desafios da impressão digital estão focados em reduzir os custos para a popularização de seu uso. Algumas gráficas de vanguarda aprimoraram o seu uso com a técnica de impressão híbrida, parte do material é produzido no tradicional off-set e outra em processo de impressão digital, permitindo um impresso de altíssima qualidade e aplicações de personalizações, tanto de texto quanto imagens.

Os altos investimentos feitos por empresas como Xerox, Canon, HP, Kodak, Konica Minolta em tecnologias e processos de impressão digital sob demanda, faz com que o sistema de impressão digital cresça em torno de 20% acima da impressão gráfica convencional offset no mercado atual.


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Um comentário :

Daniela disse...

Excelente artigo sobre a indústria gráfica e seus processos de impressão.
Parabéns!

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