DIA DOS PAIS - 2º DOMINGO DE AGOSTO - PAÍSES - ORIGEM - SER PAI

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O Dia dos Pais tem sua origem na antiga Babilônia, há mais de 4 mil anos. Um jovem chamado Elmesu moldou em argila o primeiro cartão. Desejava sorte, saúde e longa vida a seu pai.


História do Dia dos Pais

Nos Estados Unidos, Sonora Luise resolveu criar o Dia dos Pais em 1909, motivada pela admiração que sentia pelo seu pai, William Jackson Smart. O interesse pela data difundiu-se da cidade de Spokane para todo o Estado de Washington e daí tornou-se uma festa nacional. Em 1972, o presidente americano Richard Nixon oficializou o Dia dos Pais.

Comemoração no mundo

Devido a história, nos Estados Unidos, ele é comemorado no terceiro domingo de Junho. Em Portugal é comemorado a 19 de Março. No Brasil, é comemorado no segundo domingo de Agosto. A criação da data é atribuída ao publicitário Sylvio Bhering, em meados da década de 50, festejada pela primeira vez no dia 14 de Agosto de 1953, dia de São Joaquim, patriarca da família. (dia que também se comemora o dia do padrinho segundo a tradição católica)

Alguns países celebram o Dia dos Pais no terceiro domingo de Junho.

- África do Sul

- Argentina

- Canadá

- Chile

- Colombia

- Eslováquia

- Estados Unidos

- Filipinas

- França

- Hong Kong

- Holanda

- Índia

- Irlanda

- Japão

- Macau

- Malásia

- Malta

- México

- Peru

- Reino Unido

- Turquia

- Venezuela

Países que celebram em outras datas

- Áustria: segundo domingo de Junho

- Austrália: o primeiro domingo em Setembro

- Bélgica: St Joseph's day (19 de Março), e o segundo domingo em Junho ("Secular")

- Brasil: segundo domingo de Agosto

- Bulgária: 20 de Junho

- Dinamarca: 5 de Junho

- República Dominicana: último domingo de Junho

- Alemanha: no Dia da Ascensão

- Coréia do Sul: 8 de maio

- Lituânia: o primeiro domingo de Junho

- Nova Zelândia: o primeiro domingo de Setembro

- Noruega, Suécia, Finlândia, Estônia: segundo domingo de Novembro

- Polônia: 23 de Junho

- Portugal, Espanha, Itália, Andorra, Bolívia, Honduras e Listenstaine: 19 de Março

- Rússia: 23 de Fevereiro (dia do Exército)

- Tailândia: 5 de Dezembro, dia do nascimento do rei Bhumibol Adulyadej

- Taiwan: 8 de Agosto

"SER PAI"

Ser pai
é atingir o máximo de angústia no máximo de silêncio.
O máximo de convivência no máximo de solidão.
É, enfim, colher a vitória exatamente quando percebe que o filho
a quem ajudou a crescer já, dele, não necessita para viver.
É quem se anula na obra que realizou e sorri, sereno,
por tudo haver feito para deixar de ser importante.

Ser pai
é aprender a ser ultrapassado, mesmo lutando para se renovar.
É compreender sem demonstrar, e esperar o tempo de colher,
ainda que não seja em vida.
Ser pai é aprender a sufocar a necessidade de afago e compreensão.
Mas ir às lágrimas quando chegam.

Ser pai
é saber ir-se apagando à medida em que mais nítido
se faz na personalidade do filho,
sempre como influência, jamais como imposição.
É saber ser herói na infância, exemplo na juventude
e amizade na idade adulta do filho.
É saber brincar e zangar-se. É formar sem modelar, ajudar sem cobrar,
ensinar sem o demonstrar, sofrer sem contagiar, amar sem receber.

Ser pai
é saber receber raiva, incompreensão, antagonismo, atraso mental, inveja,
projeção de sentimentos negativos, ódios passageiros, revolta, desilusão
e a tudo responder com capacidade de prosseguir sem ofender;
de insistir sem mediação, certeza, porto, balanço, arrimo, ponte,
mão que abre a gaiola, amor que não prende, fundamento, enigma, pacificação.

Ser pai
é saber e calar. Fazer e guardar. Dizer e não insistir.
Falar e dizer. Dosar e controlar-se. Dirigir sem demonstrar.
É ver dor, sofrimento, vício, queda e tocaia, jamais transferindo aos filhos o que a alma, lhe corrói. Ser pai é ser bom sem ser fraco.
É jamais transferir aos filhos a quota de sua imperfeição, o seu lado fraco, desvalido e órfão.

Ser pai
é acima de tudo, não esperar recompensas.
Mas ficar feliz caso e quando cheguem.
É saber fazer o necessário por cima e por dentro da incompreensão.
É aprender a tolerância com os demais e exercitar a dura intolerância
(mas compreensão) com os próprios erros.

Ser pai
é aprender errando, a hora de falar e de calar.
É contentar-se em ser reserva, coadjuvante,
deixado para depois. Mas jamais falar no momento preciso.
É ter a coragem de ir adiante, tanto para a vida quanto para a morte.
É viver as fraquezas que depois corrigirá no filho, fazendo-se forte em
nome dele e de tudo o que terá de viver para compreender e enfrentar.

Ser pai
é aprender a ser contestado mesmo quando no auge da lucidez. É esperar.
É saber que experiência só adianta para quem a tem, e só se tem vivendo.
Portanto, é agüentar a dor de ver os filhos passarem
pelos sofrimentos necessários,
buscando protegê-los sem que percebam,
para que consigam descobrir os próprios caminhos.

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