02/09/12

QUÍMICA AMBIENTAL - EFEITO ESTUFA

O aumento da temperatura do planeta é ocasionado pela acumulação na atmosfera de gases como o Dióxido de Carbono, Metano, óxido de azoto e os CFCs, provenientes do uso de combustíveis fósseis e processos industriais. Este aumento da temperatura é conhecido como Efeito Estufa, sendo que o Dióxido de carbono é o principal gás da atmosfera que tem a capacidade de absorver a radiação infravermelha do sol.

Com o advento da industrialização ocorreu uma elevação nos níveis de Dióxido de Carbono na atmosfera, que está se intensificando a cada dia que passa, provocando um aumento na temperatura terrestre com conseqüentes alterações climáticas globais.
Sabe-se atualmente que algumas ocorrências naturais como erupções vulcânicas tem contribuído para o aumento da temperatura global, no entanto acredita-se que as alterações climáticas que vem ocorrendo durante as ultimas décadas sejam provenientes pelo acumulo de gases causados pela atividade humana. As flutuações na temperatura da Terra que ocorrem ano após ano são considerados como efeitos naturais do clima mundial, assim como o “El Nino”, que afeta o clima em várias regiões do planeta.

Talvez o que mais assuste no efeito estufa , ou melhor, nas possíveis conseqüências de uma gradativa elevação das médias térmicas no planeta, é a tomada de consciência, pela primeira vez na história, da possibilidade de destruição do próprio homem. Os impactos ambientais são democratizados, ou seja, passam a atingir todos os homens, sem distinção de cunho econômico, social ou cultural: atingem indistintamente ricos e pobres, operários e patrões, brancos, negros e amarelos, desenvolvidos e subdesenvolvidos, capitalistas e socialistas, liberais e conservadores. Não há mais refúgio seguro.

Todos os homens finalmente passam a Ter plena consciência do óbvio: a Terra é finita e a tecnologia não pode resolver todos os seus problemas. A atmosfera da Terra é constituída de gases que permitem a passagem da radiação solar, e absorvem grande parte do calor (a radiação infravermelha térmica), emitido pela superfície aquecida da Terra. Esta propriedade é conhecida como efeito estufa. Graças a ela, a temperatura média da superfície do planeta mantém-se em cerca de 15ºC. Sem o efeito estufa, a temperatura média da Terra seria de 18ºC abaixo de zero, ou seja, ele é responsável por um aumento de 33ºC.

Portanto, é benefício ao planeta, pois cria condições para a existência de vida. Quando se alerta para riscos relacionados com o efeito estufa, o que está em foco é a sua possível intensificação, causada pela ação do homem, e a conseqüência dessa intensificação para o clima da Terra. A hipótese da intensificação do fenômeno é muito simples, do ponto de vista da física: quanto maior for a concentração de gases, maior será o aprisionamento do calor, e consequentemente mais alta a temperatura média do globo terrestre. A maioria dos cientistas envolvidos em pesquisas climáticas, está convencida de que a intensificação do fenômeno em decorrência das ações e atividades humanas, provocará esse aquecimento.

Uma minoria discorda disso e indaga em que medida esse aquecimento, caso esteja ocorrendo, se deve ao efeito estufa, intensificado pela ação do homem. Sem dúvida, que as descargas de gases na atmosfera por parte das indústrias e das frotas de veículos, contribuem para aumentar o problema, e naturalmente ainda continuarão a ser objeto de muita discussão entre os cientistas e a sociedade. Esse fenômeno é chamado de efeito estufa porque, nos países temperados, é comum a utilização de estufas durante o inverno para abrigar determinadas plantas. A estufa feita de vidro ou plástico transparente tem a capacidade de reter calor, mantendo a temperatura interna mais elevada que a temperatura ambiente. Isso ocorre porque a luz emitida pelo sol, tanto no espectro visível quanto no ultravioleta (raios de ondas curtas), consegue atravessar o vidro ou o plástico.

O calor irradiado pelo solo, no entanto, basicamente no espectro infravermelho (raios de ondas longas), não atravessa esses materiais, elevando, assim, a temperatura no interior das estufas. Podemos verificar isso no cotidiano. Toda vez que entramos dentro de um carro que ficou ao sol, percebemos o quanto o seu interior fica quente e abafado, por quê? O carro funciona como se fosse uma estufa. Os raios solares entram pelo vidro, mas depois o calor não consegue sair. Além disso, normalmente, o interior dos carros é preto, que é a cor que mais absorve a luz e, portanto, a que mais irradia calor.

Criam-se, assim, as condições para viajarmos dentro de um forno ambulante. A solução é abrir os vidros ou ligar o ar-condicionado para dissipar o calor. O efeito estufa resulta, a rigor, de um desequilíbrio na composição atmosférica, provocado pela crescente elevação da concentração de certos gases que têm capacidade de absorver calor, como é o caso do metano, dos clorofluorocarbonos (CFCs), mas principalmente do dióxido de carbono (CO2). Essa elevação dos níveis de dióxido de carbono na atmosfera se deve à crescente queima de combustíveis fósseis e das florestas, desde a Revolução Industrial. A tabela mostra a crescente concentração de dióxido de carbono e outros gases de estufa na atmosfera terrestre e os países que mais os emitem. OS 12 PAÍSES DE MAIOR EMISSÃO DE GÁS DE ESTUFA, 1987: EUA, RUSSIA, BRASIL, INDIA, CHINA, JAPAO.

O Protocolo de Kyoto

Em 1992, durante a ECO-92 realizou-se um encontro na cidade do Rio de Janeiro-RJ, onde participaram 155 países e assinaram um documento em que pretende-se diminuir a emissão de gases responsáveis pelo aquecimento global . O protocolo prevendo que, entre 2008 e 2012, será feito um corte de 5,2% nas emissões dos gases causadores do efeito estufa em relação aos níveis de 1990, foi assinado em 1997, em Kyoto, no Japão, por líderes de 160 nações. A regulamentação do Protocolo de Kyoto foi aprovada por representantes de 178 países, no mês de julho de 2001, em Bonn na Alemanha. O acordo mantém os índices de redução estabelecidos em 1997, mas abranda o cumprimento das metas por meio de recursos como os “sumidouros” de carbono-termo usado para definir as florestas e sua função de absorver gases como o CO2. Os países com florestas podem utilizá-las como créditos a ser abatidos do total de emissões que eles deveriam cortar
O acordo de Bonn, não foi assinado pelos Estados Unidos (EUA), pois o presidente George W. Bush, acha que o acordo é “injusto” para a economia de seu país, dificultando o cumprimento do mesmo pois eles são responsáveis por quase um quarto das emissões mundiais de gás carbônico.
O Protocolo de Kyoto prevê que os EUA cortem 7% de suas emissões ater 2001, porém, segundo informações divulgadas pelo Wordwatch Institute (WWI), o volume de carbono que o país lança na atmosfera está atualmente de 13% sobre a mesma data. A União Européias (EU) apresenta redução de 0,5% em comparação ao início da década passada.

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