01/09/12

DIA DE PRESERVAÇÃO DA CAMADA DE OZÔNIO 16DESETEMBRO

A Camada de Ozônio

Trata-se de uma camada atmosférica localizada aproximadamente 20 km acima da superfície terrestre, composta pelo gás ozônio (oxigênio concentrado O3) que funcionando como um filtro que protege a vida terrestre da radiação ultravioleta.

Por volta de 1980 descobriu-se uma falha nessa camada protetora, o famoso “buraco da camada de ozônio” ocasionado, sobretudo, pela emissão de CFC (clorofluorcarbono, utilizado, por exemplo, na refrigeração e aerossóis) e localizado sobre a Antártida.

Os CFC’s levam oito anos para chegar à camada de ozônio, mas quando chegam causam um grande estrago reagindo com a radiação ultravioleta formando cloro, que por sua vez reage com o ozônio desintegrando-o e formando oxigênio, que não consegue bloquear os raios ultravioletas. Uma molécula de CFC pode destruir 100 mil moléculas de ozônio.

O gás CFC

O CFC é um gás azul pálido (altamente oxidante e reativo), o ozônio é formado por três átomos de oxigênio concentrado: o O3. Sua característica principal é a de se quebrar facilmente, transformando-se em O2. Ou seja, ao quebrar-se, torna-se oxigênio comum e perde a propriedade de deter a radiação solar nociva ao homem. Um dos responsáveis por essa "quebra", como já foi dito, é o Clorofluorcarbono (CFC).

Invisível como o ar que respiramos e com odor característico, o ozônio é leve e se formou na estratosfera (a 20 e 35 Km de altitude) há cerca de 400 milhões de anos.
Sua camada não é só ameaçada pelo uso do CFC. O brometo de metila, por exemplo, é outro componente perigoso. Usado como inseticida nas plantações de morango e tomate, também age na camada, provocando o que se tornou comum chamarmos de "efeito estufa".


Efeito Estufa

A expressão "efeito estufa" vem sendo usada equivocadamente para falar apenas da destruição da camada de ozônio que envolve o planeta. Mas, na verdade, a camada de ozônio já é o efeito estufa, só que no sentido positivo.

Do mesmo modo que o vidro de uma estufa mantém as flores e as plantas numa temperatura amena, certos gases da atmosfera tendem a captar o calor do sol, como se fossem o telhado de vidro de uma estufa. Esse efeito natural ajuda a manter a terra numa temperatura fresca, agradável.
O problema é que certas atividades humanas produzem alguns "gases de efeito estufa" negativos: o dióxido de carbono, por exemplo, que sai dos canos de descarga dos carros.

Na Antártida

Devido ao rigoroso inverno, não ocorre à circulação de correntes de ar nas camadas mais altas da atmosfera, e os poluentes atraídos de outras regiões durante o verão permanecem concentrados na região. Na atmosfera da Antártida a concentração de monóxido de cloro é cem vezes maior que em qualquer outra parte do planeta, eventualmente afetando o Sul da América.

Dentre os problemas ocasionados pela radiação ultravioleta estão doenças graves como o câncer de pele, além de redução na produção agrícola e nos ambientes aquáticos.


Redução do tamanho do buraco

Neste ano a Agência Espacial Européia e também a NASA anunciaram uma redução no tamanho do tamanho do buraco na camada de ozônio, que em termos de proporção é em média três vezes maior que o território brasileiro. Contudo, segundo os especialistas essa redução não se deve propriamente a nenhuma ação humana e sim devido a alterações na temperatura e na ação dos ventos na região da Antártida, que auxiliaram na dissipação dos gases tóxicos. Ao contrário, as previsões que se baseavam na redução da utilização do CFC e na reintegração da camada de ozônio em 2050 foram revistas e uma nova previsão para a recuperação da camada adiada para 2065.

A data - Protocolo de Montreal

Em 16 de setembro de 1987, foi assinado o Protocolo de Montreal sobre as Substâncias que deterioram a Camada de Ozônio. Devido a importância do tratado, no dia 16 de setembro é comemorado o Dia Internacional de Preservação da Camada de Ozônio. No tratado, os 24 países signatários se comprometem a substituir as substâncias nocivas à Camada de Ozônio. Desde a abertura das adesões até o momento, cerca de 191 países assinaram o tratado.

Situada na estratosfera, entre os quilômetros 20 e 35 de altitude da superfície terrestre, a camada de ozônio tem cerca de 15 km de espessura. Sua constituição permite o desenvolvimento da vida no meio terrestre, protegendo a Terra da radiação ultravioleta emitida pelo Sol.

Os primeiros alertas sobre a perda de espessura da Camada de Ozônio foram feitos pela NASA, a partir de pesquisas realizadas entre 1979 e 1986. Os primeiros números indicavam um buraco de aproximadamente 7 milhões de km² sobre a Antártica. Em 1995, os dados foram atualizados, e o buraco já atingia cerca de 10 milhões de km².

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