15/01/12

DIA MUNDIAL DO ENFERMO - 11 DE FEVEREIRO

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Experimentar nossas próprias limitações torna-nos mais humanos e por isso mesmo, mais próximos de Deus, como Jesus revelou a São Paulo: Basta-te a minha graça, porque é na fraqueza que se revela totalmente a minha força (2Cor 12,9). Por outro lado, a aceitação do sofrimento não pode jamais significar um conformismo masoquista diante dos problemas. Deus nos concedeu aptidões para ser empregadas na construção do mundo e na promoção do próprio ser humano.

Pensar na doença como meio para a santificação pessoal e para a redenção do mundo é algo que parece totalmente anacrônico em relação ao nosso tempo, a era da produtividade e da eficácia. Entretanto, toda enfermidade é um período de humildade, de humilhação mesmo, que expõe nossas próprias fraquezas, submetendo-nos à dependência de outros, encarregados de cuidar de nós. É momento de nos colocarmos face-a-face com nossa finitude humana, diante do Deus vivo e verdadeiro.

No caso específico das doenças, a humanidade evoluiu de tal forma, que uma das primeiras instituições que a era cristã viu surgir foram os hospitais. Alguns eram muito bem providos, para os padrões da época, de médicos, enfermeiros, farmacêuticos e centros de farmacologia, funcionando em pavilhões conexos aos próprios hospitais. Recolhiam-se os enfermos para assisti-los, curá-los, quando possível, buscando debelar as epidemias, tão comuns ainda pela Idade Média em fora. Os doentes em estágio terminal podiam encontrar no hospital um lugar para morrer em paz e bem assistidos.

Atualmente, chegamos a um desenvolvimento científico e tecnológico jamais visto no campo da saúde: pesquisas, análises, farmacologia, novas ténicas que vão avançando, com maior ou menor rapidez, dependendo da área. Decepcionam, porém, os resultados ainda limitados das pesquisas sobre o câncer e o vírus HIV, que já se conseguiu isolar, mas ainda não eliminar. Ambos representam grandes desafios, do ponto de vista científico. A medicina parece estar humilhada diante desses fenômenos.

11 de fevereiro - Dia do enfermo

A visão integral da pessoa enferma e o modo de se viver a misericórdia, a compaixão, existentes no Coração de Cristo exige dos cristãos qualidades humanas que realmente sejam refletoras de uma interioridade semelhante à de Cristo!
Na verdade, o que interessa para o Corpo Místico de Cristo são homens e mulheres realmente identificados com Jesus Cristo, senão o risco de restringir-se só aos bons costumes e das técnicas pastorais bem aplicadas não é tão remoto assim.

Ainda que seja óbvio dizer, quando um homem e uma mulher ficam doentes, seguem sendo pessoas. O ingresso num centro médico não lhes converte num simples número de uma história clínica ou num simples objetivo pastoral de um ministério eclesiástico ou eclesial.

Pela enfermidade que se padece não se perde a sua identidade pessoal, nem se deixa de ser alguém para se converter em algo. Toda a pessoa fica afetada pela doença que tem. Daí que a atenção ao enfermo dado pela Igreja compreende as diversas dimensões humanas: biológica, psicológica, cultural, espiritual e religiosa (médicos e enfermeiras católicos).

O enfermo deve ser ajudado a reencontrar não só o bem-estar físico, mas também o psicológico e moral. Isto supõe que o médico, junto à competência profissional, tenha uma postura de amorosa solicitude, inspirada na imagem evangélica do bom samaritano. O médico católico está chamado, perto de cada pessoa que sofre, a ser testemunha daqueles valores superiores que têm, na sua fé, o seu fundamento solidíssimo. (cf. Alocução, 7-VII-200 João Paulo II).

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