10/12/11

LANÇAMENTO DO 1º SATÉLITE EUA (1958) - DATAS COMEMORATIVAS

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Era a madrugada de 31 de outubro de 1958, quase quatro meses depois de a União Soviética ter deslumbrado o planeta com o lançamento do Sputnik, o primeiro satélite artificial, seguido pouco depois por um Sputnik de maior porte transportando um passageiro canino.

Tentativas

O modesto Vanguard 1, a primeira tentativa americana, lançado em dezembro, foi um fracasso vergonhoso, o que levou o satélite dos Estados Unidos a ganhar o apelido "flopnik". ("Flop" quer dizer fracasso).

Nova tentativa seria realizada com um foguete construído com base na tecnologia dos V-2 alemães da Segunda Guerra Mundial, mas com estágios superiores desenvolvidos com tecnologia americana, para conduzir o esguio Explorer, um veículo em formato de projétil balístico, ao espaço.

O lançamento, do Cabo Canaveral, Flórida, pareceu bom. E isso já representava progresso, porque o foguete que propelia o Vanguard se desativou nos primeiros metros, levando o aparelho a cair e explodir diante das câmeras de TV.

Explorer I - Satélite 1958 Alpha

Lançado em 31 de janeiro de 1958, o Explorer 1, oficialmente o Satélite 1958 Alpha tornou-se o primeiro satélite dos Estados Unidos. Em 5 de março James Rhyne Killian, presidente do PSAC (o Conselho Científico Presidencial) escreveu um memorando ao presidente Eisenhower incentivando a criação de um programa espacial civil a partir de um NACA fortalecido e reorientado, que poderia expandir seu programa de investigação com um mínimo de demora. No final de março um relatório do NACA apresentou recomendações para posteriormente desenvolver um foguete em três estágios alimentado a fluoreto de hidrogênio.

Explorer I - Primeiro satélite EUA - 1958

Em abril de 1958 Eisenhower fez no Congresso dos EUA um discurso favorecendo uma agência espacial civil nacional e apresentou um projeto de lei para a criação de uma agência nacional de aeronáutica e espaço. O antigo campo de pesquisa do NACA mudaria para incluir desenvolvimento, gerenciamento e operações em grande escala. O Congresso dos EUA aprovou a lei com ligeiros ajustes, formalizando o National Aeronautics and Space Act em 16 de julho de 1958. Apenas dois dias depois o grupo de Von Braun apresentou um relatório preliminar criticando severamente a duplicação de esforços e a falta de coordenação entre as diversas organizações associadas aos programas espaciais dos Estados Unidos. A Comissão de Stever concordou com as críticas do grupo de Von Braun, e um projeto final foi publicado vários meses depois, em outubro.

Criação da Nasa

Quando iniciou suas operações em 01 de outubro de 1958, a NASA absorveu integralmente o antigo NACA, com todos os seus 8.000 funcionários, um orçamento anual de 100 milhões de dólares, três laboratórios de pesquisa principais (Langley Aeronautical Laboratory, Ames Aeronautical Laboratory e Lewis Flight Propulsion Laboratory) e duas instalações pequenas de teste. Em 29 de julho de 1958 Eisenhower havia assinado o National Aeronautics and Space Act, instituindo a NASA.

Programas tripulados da NASA

Inúmeros programas já foram e ainda são operados pela NASA, desde missões interplanetárias a satélites terrestres - 31 missões já foram encerradas e em 2010 quase noventa ainda estavam em andamento.

Mercury

Sob a pressão da concorrência entre os EUA e a União Soviética que existiu durante a Guerra Fria, o Programa Mercury foi iniciado em 1958 e lançou a NASA no caminho da exploração humana do espaço com as missões destinadas a descobrir se o homem poderia sobreviver no espaço sideral.

Representantes do Exército, Marinha e Força Aérea dos EUA foram selecionados para prestar assistência à NASA. Em 5 de maio de 1961 o astronauta Alan Shepard se tornou o primeiro norte-americano no espaço pilotando a Freedom 7, em um voo suborbital de 15 minutos. John Glenn se tornou o primeiro norteamericano a orbitar a Terra em 20 de fevereiro de 1962 durante o voo da Friendship 7.

Gemini

As missões Gemini incluíram as primeiras caminhadas espaciais norteamericanas e o uso de novas manobras orbitais como encontro e acoplamento. Concentrado em realizar experimentos e desenvolver e praticar as técnicas necessárias para missões lunares, o Projeto Gemini realizou o primeiro vôo com astronautas a bordo.

Projeto Apollo

A Apollo 11 pousou na Lua em 20 de julho de 1969 com os astronautas Neil Armstrong e Buzz Aldrin. Cinco missões Apollo subseqüentes também desembarcaram astronautas na Lua, o último em dezembro de 1972. O Projeto Apollo levou os primeiros seres humanos até a Lua.

A Apollo 8 foi a primeira nave espacial tripulada em órbita de um outro corpo celeste, enquanto a Apollo 17 assinalou a última caminhada espacial e a última missão tripulada para além de órbita baixa terrestre. O programa estimulou avanços em muitas áreas da tecnologia além da área dos foguetes e voos espaciais tripulados, incluindo a aviação, telecomunicações e computadores.

Skylab

Primeira estação espacial que os Estados Unidos lançaram, a Skylab permaneceu em órbita da Terra entre 1973 e 1979 e foi visitada por equipes três vezes, em 1973 e 1974. Ela incluiu um laboratório para estudar os efeitos da microgravidade e um observatório solar.

Ônibus Espacial

No final de 1970 e na década de 1980, os Ônibus Espaciais foram planejados como veículos reutilizáveis - quatro ônibus espaciais foram construídos. O primeiro a ser lançado, em 12 de abril de 1981, foi o Columbia.

Ônibus espacial - Estação de lançamento


Com o Programa Shuttle-Mir, em 1995 a interação russo-americana foi retomada. Uma vez mais um veículo norte-americano atracou com uma nave russa, desta vez uma estação espacial completa. Esta cooperação entre a Rússia e os EUA continua até hoje, sendo ambos os maiores parceiros na maior estação espacial já construída, a Estação Espacial Internacional. A força da sua colaboração neste projeto se tornou ainda mais evidente quando a NASA começou a delegar a veículos lançadores russos o serviço à Estação Espacial durante a interrupção de dois anos nos voos do ônibus após o desastre de 2003 com o Columbia. A frota de ônibus perdeu dois veículos e 14 astronautas em dois acidentes, um com o Challenger em 1986, e o outro com o Columbia em 2003.

Estação Espacial Internacional - EEI

Instalação internacional de pesquisa, A Estação Espacial Internacional (EEI) é montada em órbita baixa da Terra. A construção da estação começou em 1998, sendo programada para ser concluída até 2011, com operações continuadas pelo menos até 2015. A estação pode ser vista da Terra a olho nu e atualmente é o maior satélite artificial do planeta, com uma massa maior que a de qualquer estação espacial anterior.

A EEI é operada como um projeto conjunto entre a NASA, a Agência Espacial Russa, a Agência de Exploração Aeroespacial do Japão, a Agência Espacial Canadense, e a Agência Espacial Europeia. A posse e utilização da estação são definidas através de diversos tratados e acordos intergovernamentais, com a Rússia mantendo a propriedade plena de seus próprios módulos e o resto da estação sendo disponibilizado entre os outros parceiros internacionais.

Programas não tripulados

Mariner

Uma série de sondas interplanetárias robóticas foram lançadas pelo Programa Mariner, para investigar vários planetas. O programa realizou conquistas inéditas, entre elas o primeiro sobrevoo de um outro planeta, as primeiras imagens próximas de um outro planeta, a primeira sonda orbital planetária e a primeira manobra espacial com auxílio da gravidade.

Dos dez veículos da série Mariner, sete foram bem sucedidos e três foram perdidos. As projetadas Mariner 11 e a Mariner 12 evoluíram para se tornarem a Voyager 1 e a Voyager 2 do programa Voyager, enquanto que a Viking 1 e a Viking 2, de pesquisa de Marte, foram versões ampliadas da Mariner 9. Outras sondas baseadas na série Mariner incluem a Magellan para Vênus e a Galileu para Júpiter. A segunda geração de naves espaciais Mariner, chamada série Mariner Mark II, eventualmente evoluiu para a sonda Cassini-Huygens, agora em órbita em torno de Saturno.

Projeto Pioneer

Na série de missões do programa, as mais notáveis foram a Pioneer 10 e a Pioneer 11, que exploraram os planetas externos e ultrapassaram suas órbitas em direção ao espaço exterior. Ambas carregam uma placa de ouro com representações de um homem e uma mulher e informações sobre a origem e os criadores das sondas, caso qualquer vida extraterrestre as encontre algum dia.

A missão para Vênus consistiu em dois componentes lançados separadamente. A Pioneer Venus 1 foi lançada em 1978 e estudou o planeta por mais de uma década após a entrar em sua órbita, e a Pioneer Venus 2 enviou quatro pequenas sondas para a atmosfera venusiana. O programa Pioneer foi projetado para a exploração planetária.

Voyager

Consiste o programa Voyager de um par de sondas, a Voyager 1 e a Voyager 2. Elas foram lançadas em 1977 aproveitando um alinhamento planetário favorável. Apesar de terem sido oficialmente planejadas para estudar apenas Júpiter e Saturno, as duas sondas foram capazes de continuar sua missão no sistema solar exterior. Ambas alcançaram a velocidade de escape do sistema solar e nunca mais voltarão, e, ainda em operação, reúnem grandes quantidades de dados sobre os gigantes gasosos do sistema solar, dos quais pouco era conhecido anteriormente.

Programa Viking

O programa Viking consistiu de um par de sondas espaciais enviadas a Marte, a Viking 1 e a Viking 2. Cada veículo era composto de duas partes principais, uma projetada para fotografar a superfície a partir de órbita, e outra para estudar o planeta na superfície. A Viking 1 foi lançada em 20 de agosto, e a Viking 2, no dia 9 de setembro de 1975, ambas através de foguetes Titan III-E com estágios superiores Centaur.

Os orbitadores, baseados na Mariner 9, foram criados na forma de um octágono de aproximadamente 2,5 m de diâmetro e massa total de lançamento de 2328 kg, dos quais 1445 kg eram carburante e gás de controle de atitude.

Viking foi uma das mais bem-sucedidas missões da NASA, a primeira a fazer pousar e operar um artefato humano na superfície de outro planeta, apenas dezenove anos depois do lançamento do primeiro satélite terrestre artificial, mas teve um alto custo, mais de um bilhão de dólares na época. Ao descobrir muitas formas geológicas que geralmente são produzidas pela movimentação de grandes quantidades de água, o programa Viking causou uma revolução nas idéias científicas sobre a água em Marte.

Hélios

Um par de sondas lançadas em órbita do Sol com a finalidade de estudar processos solares, As sondas Hélios I e Hélios II foram fruto de uma parceria entre a Alemanha Ocidental e a NASA. As sondas foram lançadas no Cabo Canaveral em 10 de dezembro de 1974 e 15 de janeiro de 1976. Tornaram-se notáveis por estabelecerem um recorde de velocidade máxima entre satélites, atingindo 252.792 km/h. As sondas Helios completaram a sua missão principal do início dos anos 1980, mas continuaram a enviar dados até 1985. Hoje desativadas, ainda permanecem em sua órbita elíptica em torno do Sol.

Telescópio Hubble

Telescópio Hubble

Trata-se de um telescópio que foi levado para uma órbita baixa por um ônibus espacial em abril de 1990. Recebeu seu nome em honra ao astrônomo Edwin Hubble. Apesar de não ser o primeiro telescópio espacial, o Hubble é um dos maiores e mais versáteis, e é conhecido ao mesmo tempo como uma ferramenta fundamental de pesquisa e como uma espécie de relações públicas para a divulgação da astronomia.

Sondas Magellan e Galileu

Magellan

Enviada ao planeta Vênus, a sonda Magellan foi a primeira das três sondas de espaço profundo a ser lançada no Space Shuttle e a primeira nave espacial a utilizar técnicas de frenagem a ar para reduzir a sua órbita. A Magellan criou o primeiro (e atualmente o melhor) mapeamento em alta resolução com radar da superfície do planeta, equiparando-se a outros mapeamentos planetários em fotografia convencional.

Galileu

Enviada pela missão STS-34 do Ônibus Espacial em 18 de outubro de 1989, a Galileu tinha a missão de estudar o planeta Júpiter e suas luas, chegando ao seu destino em 7 de dezembro de 1995. Apesar de problemas na antena, a Galileu realizou o primeiro sobrevoo a um asteroide, foi a primeira nave espacial em órbita de Júpiter e lançou a primeira sonda na sua atmosfera.

Mars Global Surveyor

Desenvolvido pelo Jet Propulsion Laboratory da NASA e lançado em novembro de 1996, o Mars Global Surveyor assinalou o retorno dos Estados Unidos a Marte depois de uma ausência de 10 anos. Completou a sua missão principal em janeiro de 2001 e estava em sua fase de missão estendida quando, em 2 de novembro de 2006, deixou de responder aos comandos. Em janeiro de 2007 a NASA oficialmente anunciou o fim da missão.

Discovery

Trata-se de um programa permanente e aberto que oferece à comunidade científica, composta por pessoas de universidades, laboratórios governamentais e das pequenas empresas, a possibilidade de montar uma equipe e planejar experimentos que complementam as investigações maiores da NASA em ciência planetária. O objetivo é alcançar resultados de qualidade através de várias missões pequenas, usando menos recursos e menos tempo.

O programa já lançou várias sondas, entre elas a NEAR Shoemaker, a Lunar Prospector, o Mars Pathfinder, a Deep Impact, a Stardust e a Genesis. Ainda estão em andamento as missões MESSENGER, Dawn e Kepler. O Mars Pathfinder, mais tarde rebatizado como Carl Sagan Memorial Station, foi lançado no dia 4 de dezembro de 1996, apenas um mês após o lançamento do Mars Global Surveyor. A bordo do lander (aterrissador) seguia um pequeno rover (veículo explorador) chamado Sojourner, que executou muitas experiências na superfície marciana.

Mars Exploration Rovers

A missão é gerida pelo Jet Propulsion Laboratory, que projetou, construiu e opera os robôs. O programa Mars Exploration Rovers levou duas sondas a explorar o planeta Marte. A missão começou em 2003 com o envio de dois rovers – Spirit e Opportunity - para explorar a superfície e geologia marciana, pesquisando e caracterizando uma ampla gama de rochas e solos que podem dar pistas sobre a atividade da água em Marte. A missão faz parte do Programa de Exploração de Marte da NASA, que inclui três sondas anteriores de sucesso: o programa Viking e o Mars Pathfinder.

Em reconhecimento à grande quantidade de informações científicas acumuladas pelos robôs, dois asteroides foram nomeados em sua homenagem: 37452 Spirit e 39382 Opportunity.

Opportunity continua atualmente seguindo em direção ao seu objetivo imediato, a cratera Santa Maria, estando a 26 km de sua localização inicial, e continua a enviar dados para a Terra.

A Spirit, porém, desde 22 de março de 2010 teve suas comunicações interrompidas com a Terra, tendo chegado a fundo de uma crise de energia, impedindo que opere os sistemas adequadamente.

Sonda New Horizons

Espera-se que seja a primeira espaçonave a sobrevoar e estudar Plutão e suas luas, Caronte, Nix e Hydra. New Horizons é uma missão atualmente em rota para Plutão. Uma vez que a New Horizons deixe o Sistema Solar, a NASA pode vir a executar com ela voos rasantes sobre um ou mais objetos do Cinturão de Kuiper. Foi lançada no dia 19 de janeiro de 2006. Passou por Júpiter em 28 de fevereiro de 2007 e a órbita Saturno em 8 de junho de 2008. Vai chegar a Plutão em 14 de julho de 2015 e depois continuar no Cinturão de Kuiper.

Projetos para o futuro

Orion

Nave espacial que deverá substituir os atuais ônibus espaciais. Faz parte do Programa Constellation assim como o foguete Ares I, que tem como meta então mandarem uma nave espacial para Marte em 2020.

Sonda Kepler

A sonda Kepler consiste em um observatório espacial projetado pela NASA que deverá procurar por planetas extrasolares. Para esta finalidade, a sonda deverá observar as 100.000 estrelas mais brilhantes do céu por um período de quatro anos, a fim de detectar alguma ocultação periódica de uma estrela por um de seus planetas. Kepler não deverá permanecer em órbita da Terra, mas sim em uma órbita de perseguição à órbita solar da Terra, a fim de que a Terra não oculte estrelas que estejam sendo observadas pelo observatório, além de este ficar distante das luzes da Terra. O observatório foi lançado em 6 de março de 2009.

Space Interferometry Mission (SIM)

Trata-se de um conjunto de pequenos telescópios espacias (interferômetro), que consegue determinar com precisão, a posição das estrelas e suas distâncias da Terra, por isso será útil para estudar os planetas mais afastados da Terra, com lançamento para 2015.

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