15/09/11

DIA DO URBANISMO - 08 DE NOVEMBRO

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O Dia Mundial do Urbanismo foi decretado pela "Organización Internacional del dia Mundial del Urbanismo", em Buenos Aires - Argentina, com o objetivo de repensarmos e refletirmos melhor sobre o urbanismo, bem como as reais condições de vida da população das cidades.
Uma trilogia de elementos naturais é o emblema desta data comemorativa: o sol (representado em amarelo), a vegetação (representada em verde) e o ar (em azul), com o objetivo de fortalecer o equilíbrio entre o meio natural e o meio antrópico (urbanizado) nas grandes cidades.

Mais da metade da população mundial vive atualmente em áreas urbanas por causa da desvalorização da vida no campo e a continuidade do êxodo rural.

Em 1900, um décimo da população da Terra vivia em cidades. Há décadas, quando se falava em ecologia urbana, era basicamente a poluição do ar ou das águas de abastecimento.
Hoje, a complexidade das preocupações ambientais urbanas cresce consideravelmente: Impermeabilização de solos, com impactos diretos sobre a vida da população (enchentes), edifícios doentes, emissão de gases do efeito estufa, poluição do ar, sonora e hídrica; produtos nocivos à camada de ozônio, intoxicação por inseticidas domésticos, contaminação por amianto, ilhas de calor, destruição dos recursos naturais; desintegração social; desemprego; perda de identidade cultural e de produtividade econômica.
As formas de ocupação do solo, o provimento de áreas verdes e de lazer, o gerenciamento de áreas de risco, o tratamento dos esgotos e a destinação final do lixo coletado, muitas vezes, deixam de ser tratados com a prioridade que merecem.

Urbanização - 08 de novembro - Urbanismo

As cidades costeiras com vocação para o turismo, por exemplo, vêm sendo comprometidas cada vez mais pelas descargas de esgotos "in natura" e pelas precárias condições de limpeza pública e coleta de lixo. É nelas que os interesses especulativos imobiliários forçam a ocupação de áreas de preservação ambiental, desfigurando a paisagem e destruindo ecossistemas naturais.

Já as cidades históricas e religiosas como Ouro Preto (Minas Gerais), Olinda (Pernambuco) e Aparecida do Norte (São Paulo) também sofrem com a especulação imobiliária, com a favelização e com o turismo indiferente à preservação do patrimônio cultural e ambiental. Na Amazônia, as atividades extrativistas e o avanço da fronteira agrícola produziram cidades de crescimento explosivo, que se tornaram paradigmas para a degradação da qualidade de vida no meio urbano.

De acordo com o WorldWatch Institute, "as cidades ocupam cerca de 2% da superfície terrestre, mas contribuem para o consumo de 76% da madeira industrializada e 60% da água doce" e ainda conclui que mudanças em seis áreas - água, lixo, comida, energia, transporte e uso do solo - são necessárias para fazer cidades melhores para as pessoas e o planeta.
Atualmente existe um novo conceito, conhecido como "cidades saudáveis", que busca o desenvolvimento e a melhoria contínua das condições de saúde social e bem estar de seus habitantes.

Segundo a OMS (1995), para que uma cidade se torne saudável, ela deve proporcionar:

1) um ambiente físico limpo e seguro;
2) um ecossistema estável e sustentável;
3) alto suporte social, sem exploração;
4) alto grau de participação social;
5) necessidades básicas satisfeitas;
6) acesso a experiências, recursos, contatos, interações e comunicações;
7) economia local diversificada e com inovação;
8) orgulho e respeito pela herança biológica e cultural;
9) serviços de saúde acessíveis a todos e
10) alto nível de saúde.

A cidade deve ser entendida como um ecossistema, uma unidade ambiental, dentro da qual todos os elementos e processos do ambiente são inter-relacionados e interdependentes, de modo que uma mudança em um deles resultará em alterações em outros componentes.

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