04/08/11

BIOLOGIA - NINHOS - PRESERVAÇÃO DA ESPÉCIE

Caracteristicamente, pássaros que constroem ninhos apresentam também acentuado regime familiar e instinto de cooperação. Na maioria das vezes o macho e a fêmea trabalham juntos na coleta de material e na própria acomodação das plumas, fios, ramos, barro e toda a grande variedade de componentes do ninho. É comum também que, durante o tempo de incubação, o macho saia à procura de alimento para a fêmea que está chocando (ou vice-versa, porque em algumas espécies são os machos que chocam os ovos).

Preservação da espécie é um impulso dominante entre animais; sem essa condição básica, toda a fauna se extinguiria. Mas é raro esse instinto de proteção à prole apresentar manifestações tão bem elaboradas como nos ninhos dos pássaros. Escolha do lugar, medidas de conforto e segurança para os filhotes são, por assim dizer, uma "preocupação" sofisticada de algumas espécies de passarinhos. E a técnica empregada para a construção do ninho é tão requintada, às vezes, que se poderia supô-la resultante de raciocínio, embora subidamente não o seja.

Ninho de pássaros

Mas nem todos os pássaros constroem ninhos. O noitibó, por exemplo, é um passarinho estranho, de plumagem escura e hábitos noturnos, verdadeiro "transviado" dos padrões comuns de comportamento dos pássaros. E a fêmea não perde tempo com sua prole: pões os ovos sobre a terra nua, sem nenhuma proteção. A sobrevivência do filhote dependerá largamente do acaso e da sorte de não ser localizado por um voraz inimigo.

O cuco também não constrói ninho, mas revela certa "preocupação"; é mais "responsável" em relação ao futuro dos filhos. A fêmea não manifesta grande disposição instintiva de alimentar e proteger os filhotes, mas tampouco os deixa desprovidos dessa segurança: depõe o ovo futivamente no ninho de pássaros de outras espécies. Chocado com os demais ovos do ninho, o filhote cuco é depois alimentado e protegido pela mãe "adotiva" até alcançar condições de sobrevivência autônoma.

Vistos de perto

Ninhos abandonados são relativamente comuns e, por isso, é possível observá-los sem cometer nenhum ato de vandalismo. Mas, para aplacar as consciências mais exigentes, sempre será possível repor o ninho no lugar achado, depois de havê-lo retirado para observação. Uns não podem ser removidos de modo algum. Pássaros marinhos, por exemplo, constroem às vezes ninhos que são meras escavações na areia. Outros constroem ninhos rudimentares, um mero ajuntamento de pedrinhas e ramos.

Já os grandes pássaros são arquitetos requintados, que entrelaçam fortes ramos em árvores ou grutas de grande altura.

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