04/08/11

BIOLOGIA - MORCEGOS - ANIMAIS - Chordata, Mammalia, Theria, Eutheria, Chiroptera

Os morcegos variam muito de tamanho, segundo a espécie, sendo que estes podem medir de 25 a 406 mm de comprimento e a envergadura pode chegar a medir até 170 cm. Os hábitos alimentares são muito diversos, sendo que há as espécies insetívoras (que usualmente seu alimento enquanto voam e eventualmente podem se alimentar de frutas), frutíferas, sugadoras de néctar, carnívoras (se alimentando de pequenos vertebrados, como sapos, pássaros, lagartixas e ratos), piscívoras e hematófagas.

Animais do filo Chordata, classe Mammalia, subclasse Theria, infraclasse Eutheria, ordem Chiroptera, subordem Microchiroptera, sendo as família mais comumente encontradas a dos Noctilionidae e Phyllostomidae. Duas formas são mais comuns de serem encontradas: o morcego-pescador (Noctilio leporinus) e o morcego-de-orelhas-grandes (Micronycteris). Pode ser observado nas primeiras horas da noite, onde ocorra bastante vegetação frutífera ou lago com pequenos peixes. Em geral, estas duas espécies alcançam no máximo 18 cm de comprimento. Os morcegos, em geral, são os únicos mamíferos verdadeiramente voadores. Os demais mamíferos conhecidos como voadores na realidade são apenas planadores. A membrana existente nos lados do corpo, pernas e rabo são nada menos que extensões da pele das costas e do ventre. São elásticas e finas, sustentadas em maior parte pelos longos dedos da mão, daí o nome quirópteros (Chiroptera: chiro, mão; ptero, asa). Apenas o polegar não está conectado diretamente com a membrana de vôo. Este é pequeno e possui uma em forma de gancho e freqüentemente é usado para agarrar sobre a superfície em que o morcego pousa.

Morcego - divisão

Em várias famílias está presente um lóbulo sobre o nariz e provavelmente possui uma função sensorial, assim como o trago, que é um lóbulo localizado em frente ao orifício do ouvido. Aparentemente, um grande número de cones (um dos tipos de células sensoriais da visão) está desenvolvido na retina em função da atividade noturna do animal. Em muitas espécies estão presentes glândulas de cheiro que produzem um forte odor.

São animais cosmopolitas ocorrendo em todo o mundo, com exceção dos pólos. Essencialmente de hábitos noturnos, escondem-se de dia em cavernas, telhados, buracos em troncos de árvores e até sob densas folhagens da vegetação. Penduram-se de cabeça para baixo para descansar, devido ao grande comprimento dos dedos. Durante o crepúsculo, saem de seus esconderijos a procura de alimentos e voltam ao alvorecer, geralmente para o mesmo lugar que estavam escondidos. Nos países frios os morcegos podem hibernar durante a estação fria. Uma adaptação especial está presente nestes animais, devido ao hábito noturno. É a ecolocalização. O animal emite sons de altíssima freqüência (não audíveis para o ser humano) que são refletidas quando batem nos objetos ou animais e captadas de volta pelas grandes orelhas dos morcegos. Essa adaptação foi comprovada cientificamente em experimentos de laboratórios, soltando se um morcego e uma mariposa em um quarto totalmente escuro. Ainda assim o animal conseguiu localizou a presa. Por isso, mesmo se vedarmos os olhos de um quiróptero, este conseguirá se movimentar tranqüilamente. No entanto, isso não significa que estes animais são cegos, pelo contrário, apresentam uma visão altamente adaptada para o escuro. Portanto, a visão e a ecolocalização formam um sistema muitíssimo eficiente para o deslocamento noturno.

Machos e fêmeas convivem muito bem em uma mesma toca e estes acasalam em uma determinada época. As fêmeas, geralmente, possuem apenas um par de mamas desenvolvido localizado na região torácica. A maioria dos morcegos costuma ter apenas um filhote por ano. Podem viver de 13 a 30 anos, segundo casos relatados. Muitos acreditam que todos os morcegos são vampiros, mas na verdade há apenas três espécies hematófagas. Estas apresentam uma saliva anestésica que é aplicada sobre a pele de mamíferos anestesiando a região, enquanto o animal dorme. Feito isso, o morcego morde a região e lambe o sangue que escorre. Este hábito do morcego é perigoso não pela mordida, mas pelas infecções e doenças que este pode provocar, como a raiva, por exemplo.

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