14/07/11

DIA DA ÁRVORE - 21 DE SETEMBRO - Importância, tipos, árvores brasileiras, riscos de extinção

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A manutenção da vida na terra depende da consciência de se proteger as árvores e, conseqüentemente, a natureza num todo. É uma atitude inteligente, que há tempos é assumida por pessoas engajadas nesse sentido. Para se ter uma idéia, desde o século V, iniciativas desse tipo são tomadas, quando, na Suíça, era reservado um dia do ano para o plantio de árvores.

Também no século passado, instituiu-se a "Festa das Árvores", pela dedicação de um francês chamado Fourrier, cuja idéia foi largamente imitada por outras nações européias. Coincidentemente, nesse mesmo período, era comemorado, no estado de Nebraska, Estados Unidos, o "Dia da Árvore" - The Arbor Day -, em 10 de abril de 1872, dia instituído por J. Sterling Morton.

Aqui no Brasil, os responsáveis pela primeira comemoração da "Festa das Árvores" foram João Pedro Cardoso e Alberto Leofgren. O evento se deu na cidade de Araras, em São Paulo, no dia 7 de junho de 1902, com o respaldo das Leis Municipais números 18 e 19 de 1 e 2 de fevereiro de 1902 respectivamente. O objetivo ao se promover a festa era incentivar a plantação e a conservação do meio-ambiente.

Partes da árvore

No ano seguinte ao evento, 3 de maio de 1903 exatamente, a mesma festa foi lembrada em Itabira, São Paulo, com o desfile de crianças a conduzir flores, mudas de plantas e instrumentos agrícolas. Na ocasião, dois andores iam devidamente enfeitados, contendo uma muda de magnólia e outra de pau-brasil, ambas plantadas por Coelho Neto.

Talvez por conta desse histórico, um decreto presidencial de número 55.795, datado a 24 de fevereiro de 1965, instituiu a Festa Anual das Árvores em todo o território nacional. Em razão das diferenças fisiográfico-climáticas brasileiras, o evento é festejado tanto na última semana do mês de março, no Norte e Nordeste, quanto na semana iniciada em 21 de setembro, nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

De acordo com o artigo segundo do decreto, a finalidade da festa é "difundir ensinamentos sobre a conservação das florestas e estimular a prática de tais ensinamentos, bem como divulgar a importância das árvores no progresso da pátria e no bem-estar dos cidadãos".

Importância e qualidade

Os benefícios que a árvore nos traz são inúmeros e variados. Sua importância é o de estar associada à vida, ao ar que respiramos. E daí a necessidade de mantermos o equilíbrio das florestas, preservando as matas nativas e mantendo protegidos os mananciais, onde fauna e flora encontram ambientes diferenciados.

A qualidade da sua existência tem a ver com os materiais que nos fornecem, como a madeira para as construções e mobiliário, celulose para o papel, carvão para as caldeiras, substâncias medicinais, além de óleos, resinas, gomas, essências, mel, frutos, flores, entre outros.

Sua contribuição para o planeta em geral não tem preço. Já que obtemos, através dela, a proteção dos solos, rios, nascentes, a preservação da vida silvestre e a manutenção de um bom nível de vida (ar, água) do ambiente em que vivemos.

De qualquer forma, mais importante do que saber a importância de uma árvore, é saber a importância de nos comprometermos, cada vez mais, com a manutenção de ao menos uma espécie, plantando e cuidando para o seu desenvolvimento.

Fotossíntese

Como produtoras de oxigênio, podemos afirmar que as árvores diretamente atingidas pelo sol desprendem grande quantidade de oxigênio (de um a três gramas por hora e por metro quadrado de superfície foliar).

Absorvem pelas raízes uma porção notável de água, cerca de 100 litros por dia, no caso do plátano, da qual só um pequeno percentual é incorporado aos tecidos vivos, evaporando-se o resto.

As árvores têm influência sobre a fauna, o clima que as envolve e o restante da flora; as próprias florestas fabricam literalmente seu solo a partir das camadas de folhas secas que se transformam em húmus.

Protetoras da atmosfera, do sol e das águas, abrigo das aves, cortinas contra o vento e a poeira, as árvores continuarão indispensáveis à vida humana.

No site Árvores do Brasil você conhece algumas das espécies mais comuns e importantes. Já no site Árvore, você tem acesso a um manual de arborização, dicas de ecoturismo, além de consultar as espécies ameaçadas de extinção.

Árvores brasileiras

Ipê Amarelo

Ipê amarelo

Seu nome comum é ipê amarelo do cerrado ou ipê do morro, ou ainda, cascudo. O nome científico é tabebuia chrysotricha. Da família das bignoniaceae, o ipê amarelo mede, em média, de 4 a 10 metros de altura. Suas flores são amarelas, em cacho, e seus frutos são vagens de 20 cm, geralmente ásperas.

Muito usado em paisagismo e arborização, o ipê floresce rápido, não sendo considerada uma árvore de grande porte.

Jacarandá

Jacarandá

Conhecida como Jacarandá da Bahia, esta árvore tem como nome científico dalbergia nigra, sendo da família das leguminosae-papilionoideae. Também pode ser encontrada com o nome de jacarandá preto ou jacarandá craviúna.

Mede entre 15 e 25 metros, sendo considerada uma árvore de médio a grande porte. Suas folhas são pequenas, em cacho, e na cor clara. Dá vagens marrom com 1 ou 2 sementes como fruto.

O jacarandá é uma árvore muito procurada por causa da boa qualidade de sua madeira. Por ser muito explorada, dificilmente se vê hoje em dia um jacarandá de grande porte nas matas.

Jequitibá

Da família das lecythidaceae, o jequitibá é conhecido como jequitibá branco. Mede entre 35 e 45 metros de altura, sendo considerada uma árvore de grande porte. É também uma das espécies mais presentes na região da mata atlântica. A boa qualidade de sua madeira faz com que seja muito procurada.

Suas folhas apresentam um tom avermelhado na primavera e suas flores são claras. Seu fruto já foi muito utilizado para fazer cachimbo.

Peroba do campo

Seu nome científico é paratecoma peroba, da família das bignoniaceae. Muito conhecida como ipê peroba, peroba amarela e ipê baiano.

Sua altura média é de 20 a 40 metros, sendo considerada de grande porte. No passado, foi muito explorada pela boa qualidade de sua madeira.

Árvores que correm risco de extinção

Pau-brasil, ibirapitanga, orabutã, muirapiranga, pau rosado
(Caesalpina echinata Lam)

Pau brasil

Durante muito tempo o seu principal valor residia na produção de um corante denominado "brasileina" que era utilizado no tingimento de tecidos e na fabricação de tintas para máquina de escrever. A sua exploração intensa gerou muita riqueza no período colonial e estimulou a adoção do nome "Brasil" ao nosso país. É encontrada desde o Ceará até o Rio de Janeiro e apresenta o tronco e os frutos cobertos por espinhos. Floresce a partir do final de setembro se estendendo até meados de outubro. A frutificação ocorre nos meses de novembro a janeiro.

Palmito, palmito-doce, içara, ensorova (SC), juçara (SP)
(Euterpe edulis Mart)

Palmito

Esta árvore tem como principal produto econômico o "palmito". Sua exploração comercial, se não for acompanhada de um replantio sistemático, pode causar a sua extinção. O palmito é uma parte do caule que, ao ser retirado para consumo, causa a morte da planta. Exclusiva da Mata Atlântica, essa árvore é encontrada desde o sul da Bahia até Rio Grande do Sul. Sua floração ocorre de setembro a dezembro e a frutificação nos meses de abril a agosto.

Jacarandá, caroba, carobão
(Jacaranda macratha Cham)

Árvore de madeira pesada, largamente utilizada na estrutura de móveis, instrumentos musicais, obras internas na construção civil, marcenaria e carpintaria. Ocorre nos Estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, florescendo nos meses de novembro a janeiro, quando está quase totalmente sem folhas. A frutificação ocorre nos meses de setembro e outubro.

(IBGE)


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