08/07/11

BALANTIDÍASE - SINTOMAS - TRATAMENTO

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A Balantidíase é uma protozoonose que acomete o homem, por um protozoário intestinal. A infecção pelo Balantidium coli (cosmopolita)afeta homens e animais. O homem é mais resistente à infecção.

A infecção humana quase sempre está ligada à atividade do indivíduo, no contato com porcos, criadores, trabalhadores em matadouros, açougueiros, etc., que tem maior possibilidade de ingerir os cistos do protozoários, em bebidas ou alimentos contaminados. O homem é muito resistente a infecção e o número de casos descritos na literatura alcança umas poucas centenas, se bem que o número de portadores assintomáticos pode atingir alguns milhares.

 Balantidium coli 

No homem o Balantidium coli pode viver no intestino grosso sem causar dano algum, mas algumas vezes, o ciliado penetra pela mucosa, coloniza-se na submucosa que se mostra espessada e com infiltrado linfoplasmocitário. Com a necrose da mucosa, formam-se pequenas úlceras que confluindo dão ao conjunto o mesmo aspecto visto na amebíase. Ao exame microscópico dos tecidos é muito fácil identificar-se o parasita, não só pelo tamanho, mas também pela cor escura do macronúcleo, em forma de rim.

A sintomatologia é pouco significativa. Outras vezes alcança intensidade dramática, com enterorragia, prolapso do reto e morte. Comumente, porém, existe diarréia, com 5 ou 6 evacuações diárias, dores abdominais, cefaléia, astenia, tenesmo, meteorismo; este quadro clínico superpõe-se àquela da amebíase, devendo o clínico incluir sempre a balantidíase no diagnóstico diferencial com a amebíase.

Vários antibióticos tem sido usados com sucesso: aureomicina, terramicina e bacitracina. O metronidazol, dado oralmente na dose de 600 a 1200 mg, diariamente, durante 10 dias, curou 94% dos doentes, Nuti e col. (1980).

Na profilaxia recomenda-se os mesmos processos em amebíases, pois são os mesmos mecanismos de transmissão, lembrando porém que os suínos, como hospedeiro natural, são as principais fontes de infecção da coletividade.

Cuidados

Ingestão de água potável.
Ingerir carne de porco bem cozida.
Lavar cuidadosamente os alimentos vegetais antes de serem utilizados.
Não evacuar perto de rios e poços.
Lavar as mão antes das refeições.
Lavar as mãos após ir ao banheiro.
Proteger os alimentos das moscas e baratas.
Viajantes que vão para áreas endêmicas, devem se informar sobre a transmissão da doença, para que possam evitar a contaminação.


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