AVES - (HOMEOTÉRMICOS) - BIOLOGIA

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Aves são animais vertebrados e homeotérmicos, cuja a principal característica é a presença de penas. São bípedes, pela transformação dos membros anteriores em asas, o que lhes garante a capacidade de voar. Outras características que facilitam o vôo: sacos aéreos nos pulmões e ossos pneumáticos. Na bifurcação da traquéia existe a siringe, um órgão sonoro. O alimento é ingerido pelo bico córneo, a ausência de dentes é compensada pela presença de um estômago mecânico, a moela, além do estômago químico, proventríluco.

Aves - filhotes

A homeotermia, é uma característica de alguns animais que lhes permite manter sua temperatura corporal relativamente constante por caua de sua alta taxa metabólica gerada pela intensa combustão de alimento energético nas células.

Apenas as aves e os mamíferos, considerados animais endotérmicos ou de sangue quente, vulgarmente falando, têm esta capacidade. Os animais de sangue frio (poiquilotérmicos, pecilotérmicos ou ectotérmicos, termo atualmente correto), onde se incluem os peixes, anfíbios e répteis, necessitam do calor do ambiente para se aquecer. No entanto, é importante ressaltar que dizer que répteis são animais que possuem "sangue frio" é um engano, uma vez que após tomarem sol durante um tempo, a temperatura do sangue desses animais pode chegar aos mesmos graus conseguidos pelos endotermos. O sangue de peixes de águas tropicais também pode atingir 27 graus Celsius, o que, se comparadas às temperaturas médias de regiões temperadas e polares, não pode ser considerada uma temperatura baixa.

A endotermia é mantida através da homeostase térmica, que é conseguida através do controle das suas taxas metabólicas. Um animal endotérmico consegue manter a temperatura do seu corpo mais ou menos constante a um nível que pode ser distinto da temperatura do ambiente que o rodeia. Este processo pode envolver não só a capacidade de gerar calor mas também a capacidade de arrefecer essa temperatura se necessário.

Diversos mecanismos podem atuar na regulagem da temperatura do corpo, como tremores (para gerar calor a partir de contrações musculares), palidez (a circulação sanguínea se altera para direcionar menos calor para a pele, perdendo menos calor para o ambiente), ou o seu oposto, a ruborização (a circulação sanguínea se altera para irradiar mais calor através da pele), ofegância ou suor (para perder calor através da evaporação). resumindo animais endotérmicos, são animais que possuem a temperatura media do corpo constante, independentemente das condições climáticas do meio externo.

Evolução - Aves fósseis

Os restos fósseis das aves são mais raros do que os dos outros animais, pois elas possuem o esqueleto frágil e de difícil conservação.

Na cadeia da evolução, as aves provêm diretamente dos répteis, uma das hipóteses para o seu surgimento é:

Alguns répteis para sobreviverem, precisavam sair do chão, começaram então a subir em árvores, e com o decorrer dos anos, esses répteis foram sofrendo uma metamorfose, dando origem, então, as aves. Que a partir de então, se desenvolveram em uma desconcertante variedade de espécies, cada uma adequada ao seu meio ambiente. (elas evoluíram tanto que se ensinada chegam até mesmo a dar cambalhotas).

Elas provêm possivelmente das aves-dinossauras, por enquanto, os dois grupos têm características semelhantes.


As primeiras aves surgiram há 150 ou 200 milhões de anos. A ave mais velha é a Archaeopterix V (possui dentes e garras nas assas), outras que possuem dentes são: Hesperornis V (maior das espécies aquáticas) e Ichtyornis V (menor espécie voadora, que muito se aproxima das aves atuais).

Do terciário (eoceno) em diante, as aves passaram a não mais possuírem dentes, apresentando estrutura e formas mais leves.

O Dyatryma, terrestre, do eoceno, tinha quase dois metros de altura, bico longo e assas atrofiadas, foi encontrado em Wyoming-EUA. A mais antiga é a espécie Paleospiza belli, encontrada no Colorado.

Ordens das Aves

Ordem Apterigiformes: quivi
Ordem Anseriformes: pato, ganso, cisne
Ordem Apodiformes: beija-flor, andorinhão
Ordem Caradriformes: gaivota
Ordem Casuariformes: emos, casuar
Ordem Ciconiformes: colheiro, garças, cegonha
Ordem Columbiformes: pomba, rolinha
Ordem Coraciformes: martim pescador
Ordem Cuculiformes: cucu, anum
Ordem Esfenisciformes: pingüim
Ordem Estrutioniformes: avestruz
Ordem Falconiformes: gavião
Ordem Galiformes: galinha, pavão, faisão, peru
Ordem Gruiformes: grou, saracura, seriema
Ordem Passeriformes: canário, pardal
Ordem Pelicaniformes: pelicanos
Ordem Piciformes: tucano, pica-pau
Ordem Procelariformes: albatrozes
Ordem Reiformes: emas
Ordem Tinamiformes: inambu, codorna
Ordem Psitaciformes: papagaio, cacatua, arara, periquito

Coluna Vertebral

Compreende 4 regiões: cervical, dorso lombar, sagrada e caudal.

Cervical: Mobilidade por apresentar selas nas duas faces, côncava na face que se articula com a face convexa de outra, denominada heterocelicas.

Dorso Lombar: proporcionam sólido apoio aos músculos de vôo.

Sagrada: em número de 9 a 16, sempre soldadas que se prolongam no sacro.

Caudal: servem de apoio as penas da cauda.

Nas costelas bem desenvolvidas, na região dorsal, distinguem-se dois segmentos, esternale vertebral, que se articulam, são unidas umas as outras por uma apófise unicada ou recorrente, peculiar as aves.

O esterno é bem desenvolvido, estendendo-se até o abdome.

Apresenta no sentido do comprimento uma crista mediana desenvolvida, aquilha ou Carina, fator morfológico que permite dividir as aves em dois grupos: os paleognatas de esterno achatado, e os neognatas de esterno Carina.

O esterno proporcional sólido apoio para os músculos peitorais é sempre muito desenvolvido nas grandes aves voadoras.

A cintura escapular ou peitoral compreende três ossos pares:

Omoplata: dorsal, delgada e recurvada, disposta paralelamente à coluna vertebral.

Coracóide: este osso é mais espesso e articula-se com o esterno, por detrás da clavícula.

Clavícula: são duas, que se unem na parte anterior e ventral do corpo, formando a fúrcula.

Na junção desses 3 osso encontra-se a cavidade glenóide.

A cintura pélvica é formada pelos ossos: púbis, ísquio e ílio, soldados entre si e com o sacro.

No ílio encontra-se a cavidade acetabular ou cotilóide, que se articula com o fêmur. O púbis não se solda permanecendo aberto na porção voltada para baixo.


Órgãos dos sentidos

Visão

De todos os órgãos, o mais perfeito é o da visão, que é binocular, pois cada olho compete um campo visual diferente, com exceção dos estrigiformes.

Dispensando proteção ao globo ocular, existem três pálpebras; a mediana se chama nictitant; glândulas lacrimais pouco desenvolvidas e glândulas de Harder, cujo canal excretor se abre na base da membrana nictitant.

O globo ocular é alongado, lembrando um cone, com a base menor voltada para frente, e dotada de um grande poder de acomodação.

A córnea é muito convexa (arredondada para fora) e a esclerótica apresenta uma lamina circular óssea, em forma de anel, que envolve a córnea. Às vezes há um segundo anel que fortalece o ponto de entrada do nervo óptico.

A coróide apresenta um prolongamento no interior do humor vítreo, pente, formado por uma membrana vascularizada e pigmentada, que chega a alcançar a fase posterior do cristalino, e de função ainda não bem determinada.

A retina apresenta uma espécie de lâmina colorida de vermelho ou amarelo, no ponto de união dos segmentos externos com os internos dos cones. Em geral os cones predominam no globo ocular, havendo exceções para aves noturnas, em que os bastonetes são em maior numero.

Gustativo

Este sentido é pouco desenvolvido sendo os corpúsculos gustativos localizados na mucosa bucal e na língua. A ponta da língua é dotada apenas de sensibilidade tátil.

Olfato

É praticamente nulo, acredita-se que muitas aves não o têm. Em algumas espécies os lobos olfativos se põem em contato com as fossas nasais, as quais se abrem por narinas, na parte superior do bico e internamente apresentam três cornetos.

Tato

Localiza-se quase que exclusivamente no bico, nas proximidades da cloaca e das rêmiges.

Aparelho auditivo

Compõe-se de três partes:

Ouvido Externo: apresenta curto condutor e externamente é revestido de penas.

Ouvido Médio: compreende um tímpano, a colunela e a trompa de Eustáquio (as duas trompas de Eustáquio, na extremidade inferior, se unem em um só tubo que se abre na faringe).

Ouvido Interno: Compreende utrícula, sácula, três canais semicirculares, e a lagena em forma de tubo recurvado, enrolado em algumas rapaces.

Aparelho digestivo

O tubo digestivo compreende porções bem distintas: boca, esôfago, estômago e intestino.

A boca é limitada pelo bico, desprovida de dentes, a língua em geral delgada, córnea e contrátil, podendo ser algumas vezes rudimentar e carnosa.

O esôfago é normalmente uniforme, ou apresenta uma dilatação, o papo.

O estômago compreende duas porções, o proventrículo, ventrículo sucenturiado ou ainda estômago glandular e a moela, estômago mecânico de paredes fortemente musculosas com uma espessa camada córnea.

O intestino delgado separa-se do estômago pelo piloro e prolonga-se pelo intestino grosso. Apresenta a partir do início vários cecos alongados, geralmente em número de dois. A última porção do intestino grosso abre-se na cloaca. Na parede dorsal do reto encontra-se a bolsa linfóide de Fabricus. Ocorrem órgãos anexos, como glândulas salivares, fígado e pâncreas.

As glândulas salivares são principalmente sublinguais e submaxilares e apresentam-se pouco desenvolvidas nas espécies aquáticas.

O fígado é volumoso e provido de dois a três lobos, com canais de escoamento da bílis, a vesícula biliar nem sempre existe.

O pâncreas aloja-se na alça duodental, em geral é bilobado e lança os produtos de secreção por dois ou três canais, na primeira porção do intestino delgado.

O regime alimentar das aves é muito diversificado, o que ocasiona inúmeras modificações na estrutura da moela e do papo, onde nas aves granívoras, a moela e o papo são muito desenvolvidos, e nas aves de rapina, que se alimentam de carne, esses órgãos se atrofiam ou podem falar.

Aparelho circulatório

Semelhante ao dos mamíferos, a circulação é dupla e completa.

O coração é formado por quatro cavidades, dois átrios e dois ventrículos, completamente separados, encerrados num pericárdio, formando duas circulações completamente independente.

A aorta localiza-se no ventrículo esquerdo, cuja croça curva-se para a direita, e ao ramificar-se, fornece sangue arterial (rico em oxigênio) a todo organismo.

O sangue venoso volta ao coração na aurícula direita, por três veias cavas, duas inferiores e uma superior. Há um sistema porta-hepático e outro renal.

O sangue pode ir diretamente do intestino ao coração, sem passar pelo fígado, por intermédio da veia de Jacobson, anastomose existente entre a veia porta do intestino e cada rim.

As aves de vôo curto possuem coração pequeno e nas de vôo longo o coração é muito desenvolvido, chegando à pulsações cardíacas de 120 por minuto.

Aparelho respiratório

Compreende os pulmões, que ocupam a oitava parte da capacidade torácica. Situam-se juntos à parede dorsal, na qual aderem fortemente.

A respiração é muito ativa, duas vezes mais que nos mamíferos.

Como a dilatação dos pulmões é limitada, ocorrem sacos aéreos, que favorecem a ventilação pulmonar e facilitam o vôo. Os sacos aéreos são em números de nove, sendo quatro pares: cervicais, diafragmáticos anteriores, diafragmáticos posteriores e abdominais, e um ímpar, o interclavicular.

Todos se comunicam com os ossos pneumáticos, com exceção dos diafragmáticos.

Com o movimento das assas há uma contração e um relaxamento dos músculos motores, e os sacos aéreos se contraem e se dilatam, determinando uma corrente de ar, de inspiração e expiração.

Na parte superior dos pulmões, encontra-se a traquéia, mais ou menos longa, que se burfica em dois brônquios. A primeira porção da traquéia forma a laringe superior, constituída de cartilagens, mais, desprovidas de cordas vocais e ventrículos, a glote tem forma de fenda, mas não há epiglote.

A traquéia coloca-se na parte anterior da coluna vertebral, e pode se curvar formando alças e é constituída de anéis cartilaginosos, moles, endurecidos ou ossificados. Na porção terminal da traquéia, no inicio dos brônquios, encontra-se a laringe inferior ou siringe, muito desenvolvida nos pássaros canoros, que é o órgão de formação dos mesmos, e tem estrutura complicada.

Aparelho urogenital

Compreende dois rins localizados na face interna do saco de onde partem os ureteres, que desembocam na cloaca.

Cada rim esta dividido em três lobos. Os machos apresentam dois testículos, situados próximos aos rins, provido de canais deferentes ou espermoductos e de vesículas seminais, ambos abrindo-se na cloaca. Nas fêmeas, o aparelho reprodutor é formado por um único ovário, em forma de cacho, localizado ao lado esquerdo, com vesículas, ovissaco, que encerram os óvulos.

Na maturação os óvulos caem na cavidade abdominal, passando para o oviduto assim dividido: Pavilhão ou trompa, tubo albuminíparo, onde se processa a elaboração da clara do ovo, e a câmara da casca, onde se forma a casca.

A fecundação se dá quando o macho abandona os espermatozóides na cloaca da fêmea, os quais através do oviduto, ao se encontrarem com os óvulos, os fecundam.

Sistema muscular

Dentre os músculos das aves, os mais desenvolvidos são os peitorais, que se inserem sobre a lâmina lateral, e sobre a Carina do esterno.

São eles que movimentam as asas durante o vôo.

Em seguida vem em importância, os músculos da coxa.

Quando os artelhos posteriores se flexionam contra o corpo, os músculos da coxa dobram-se automaticamente sem que haja esforço muscular.

Graças a tal disposição os rapaces predam a presa com facilidade.

Sistema nervoso

O cérebro e o cerebelo apresentam-se mais desenvolvidos do que as outras partes do encéfalo, que ocupa toda cavidade craniana. O cérebro compreende dois hemisférios lisos e um corpo caloso rudimentar.

Os corpos estriados são desenvolvidos e a epífise com as camas ópticas apresentam pequeno desenvolvimento.

Os lobos ópticos em número de dois são volumosos tubérculos bigêmeos.

O aqueduto de Silvius é maior que nos mamíferos e a ponte de Voroli encontra-se de uma simples faixa transversal.

A médula raquiana apresenta dois espessamentos como nos mamíferos, cervical e lombar.

Ao nível do espessamento lombar há uma dilatação chamada ventrículo ou seio romboidal.

O cérebro compreende um lobo médio maior e dois laterais, rudimentares. O lobo médio tem sulcos transversais, fundos, que representam uma árvore da vida em cote longitudinal, muito ramificada.


Incubação e Desenvolvimento

A fertilização é interna e o ovo precisa ser incubado, para que o embrião possa desenvolver-se. Em todas as espécies o casal, ou somente um dos pais, deita-se sobre os ovos oferecendo-lhes calor necessário (com exceção das aves parasitóides; e das Megápodes, que chocam no meio da folhagem).

Os pássaros constroem ninhos onde depõem os ovos. Cada espécie tem uma estação própria para reprodução, geralmente algumas semanas antes da primavera ou do verão.

A época da reprodução começa, na maioria das espécies, com os cantos e com os requebros (danças), do macho para a fêmea.,

Estabelecido o par, o macho se apropria do local onde o casal irá construir o ninho e abrigar a futura ninhada, passando a defender o local contra todas as outras aves. Esse local varia de acordo com a espécie, em tamanho, localização, formato, e etc.

Entre os pássaros em geral vigora a monogamia que pode durar toda a vida ou apenas uma estação da procriação.

Nas espécies monógamas os pais se encarregam da incubação e do cuidado da prole. Os filhotes das aves monógamas são em geral altrizes (Passeriformes, Columbiformes), e várias ninhadas sucedem-se em uma mesma estação.

Geralmente a incubação cabe à fêmea, e quando seu macho participa, o faz somente algumas horas do dia, quando a fêmea deixa o ninho à procura de alimento.

Durante o período de criação dos filhotes, o macho toma parte ativa não só no provimento alimentício como também na defesa dos mesmos.

A variação de incubação varia de espécie para espécie, com o tamanho do ovo e com o grau de desenvolvimento dos pôlos no momento da eclosão.

Duração da incubação

Passeriformes, têm a duração média de 12 dias.
Calumbiformes,18 dias.
Galináceos, 18-30 dias.
Cisne, 42 dias.
Avestruz,42-60 dias.
Patos, e grandes Falcões, 28 dias.

Os ninhos

Aves como gaivotas e os corvos-marinhos põe os ovos diretamente no solo, nas praias, outras porém os depositam nas depressões das rochas ou mesmo do chão, construindo um ninho sumário para a proteção dos ovos e dos filhotes, há ainda, as aves que nidificam nos rochedos e nas árvores.

O formato é extremamente variável desde o apanhado de gravetos, até o elaborado traçado de fibras vegetais, passando por todos os graus de aperfeiçoamento. Sendo de: palha, penas, musgos, raízes, barro e outros.


Ovos

Os ovos são sempre volumosos, proporcionalmente os ovos de maior volume são postos pelas aves de menor tamanho.

Esta célula compreende internamente uma gema, na qual aparece um pequeno brancacento; cicatrícula, produzida pelo vitelo; as outras partes são matéria nutritiva.

Externamente o ovo é produzido por uma camada substância calcária, casca (por isso usamos casca de ovo triturada como fonte de cálcio), permeável crivada de poro em números e disposição variáveis.

A forma do ovo pode ser arredondada como a da avestruz ou alongada como no do casoar; isto depende da espécie que se procede.

A superfície do ovo pode ser lisa ou rugosa, brilhante ou opaca, transparente fosca ou granulosa. Apresenta-se colorida, azulada, amarelada, avermelhada, pardacenta, pintalgada ou marmoreada de preto, branco, verde, etc...

As aves que nidificam no litoral ou em locais descobertos põem ovos de casca colorida. Os ovos de uma mesma fêmea se diferem, quando ao peso, formato e colorido.

Através do ovo é possível determinar a espécie, existindo uma sistemática para o ovo, processo chamado de oologia.

O números de ovos depositado em um só ninho é muito variável, sendo menor nas espécies que vivem em segurança, e maior em espécies que colocam seus ovos no chão ou desprotegidos, expostos à perigos.

Muitas aves marinhas, como o corvo-marinho, o pingüim, e a alça, colocam um só. Os grandes rapaces, alguns galináceos, como os argos, os pombos, e os beija-flores, colocam apenas dois. A maioria dos Passeriformes colocam de cinco a seis. Os palmípedes de água doce, a maioria dos galináceos, e o avestruz, colocam de sete a oito. E a ema coloca de trinta a quarenta.

Asas ou membros anteriores

Compreendem os braços, antebraços e as “mãos”.

No braço só se encontra o úmero, no antebraço o cúbito e o rádio, e nas “mãos” os dois ossos do corpo e os três metacarpianos. O primeiro e os terceiros ossos metacarpianos, dedos da asa, são soldados em uma só faringe, e o médio em duas.

Patas ou membros posteriores

Em números de duas, compreendem três segmentos: coxa, pena e pé.

A coxa é formada pelo (osso fêmur), é a parte superior, situada na maior porção, no interior do tronco.

A perna compreende a tíbia, muito desenvolvida, e perônio ou fíbula, longo e muito delgado, é geralmente recoberta de penas.

E os tarso, revestimento de peças córneas, podotecas, os ossos do tarso são distintos apenas no embrião, soldando-se mais tarde, a porção proximal com tíbula e a distal com os metacarpianos, para formarem o cônon ou tarsometatarso ou ainda o osso intercalar.

Penas

A pena tem origem em uma camada córnea da epiderme, que apresenta sobre as papilas dérmicas. Comumente nasce uma pena para cada papila, podendo no entanto surgir duas penas sobre uma mesma papila.

Na constituição da pena distingue-se uma parte axial mais resistente, escapo dividido em cálamo, porção basilar oca, e raque, parte cheia do eixo principal.

Segundo as estruturas das penas são classificadas em três tipos

Penas

Plumas

Plúmulas

Pele ou tegumento

A pele das aves é em geral delgada devido ao pequeno desenvolvimento do derma e da camada córnea.

No entanto, os membros posteriores são recobertos de placas córneas e escamas e os dedos terminam em unhas.

A pele não apresenta o fenômeno da muda, renovando-se gradativamente como a dos mamíferos.

As aves não possuem glândulas sebáceas.

Glândulas cutâneas

Elas pôr sua vez se encontram localizadas no condutor auditivo externo e no uropígio, a glândula uropigiana, que se localiza sobre as ultimas vértebras coccigianas, sobre a raiz da cauda e compreende dois lobos.

Cabeça

É relativamente pequena, com grandes órbitas (capacidade óssea onde estão alojado os olhos), terminando em bico.

Articula-se com a coluna vertebral por um côndilo.

A cabeça é formada por:

Bico, formado pelo alongamento dos maxilares dos;

Fronte, localizada atrás e acima da base do bico;

Vértex ou Cacúmen, ao alto da cabeça;

Occipital, parte posterior;

Loro, porção entre a base do bico e os olhos;

Região Periocular ou oftálmica, ao redor dos olhos;

Região Auricular, ao redor do ouvido.

Bico

É formado pôr duas mandíbulas córneas.

A linha dorsal da medula superior chama-se, cúmen, a ventral da mandíbula inferior chama-se, gônis, e as margens cortantes, tomias.

Na base do bico acima da mandíbula superior, pode existir um revestimento colorido, cêra ou ceroma, comum nos rapaces.

O bico apresenta formatos diversos, recebendo então, as determinações:

Acutirrostro, pequeno e muito comprido;

Cultirrostro, longo pontudo em forma de punhal;

Dentrirrosto, provido de dois dentes na mandíbula superior;

Fissirrostro, fendido, curto e reto;

Longirrosto, muito longo, e mole;

Tenuirrostro, fino e longo;

Lamelirrosto, com laminas transversais;

Alimentação

De metabolismo muito ativo, as aves precisam de alimentos concentrados e de elevado teor energético, pois de modo contrário deperecem. As aves comem os alimentos mais variados, por exemplo, codorniz é herbívora, outras aves porém já são granívoras, outras insetívoras havendo uma multiplicidade de combinações entre estes três tipos, como por exemplo:


As aves marinhas e pescadoras se alimentam de peixes e crustáceos.

As garças, se alimentam de pequenos anfíbios, moluscos, insetos, carrapatos, etc.

Os gaviões, se alimentam de pequenos mamíferos, répteis e até mesmo de outras aves.

Os abutres e corvos, se alimentam de carnes putrefatas (carniças).

O beija-flor, de néctar e insetos.

O chupa-seiva, da seiva das árvores e de insetos.

Outras como o pintarroxo, alteram o regime alimentar, nutrindo-se de grãos no inverno, e de insetos no verão e as aves carnívoras chegam a se devorarem quando lhes faltam alimento.

Vôo

A constituição anatômica e morfológica de uma ave está disposta em função do vôo:

Esqueleto leve (provido de sacos aéreos)

Amplas asas (que quando abertas oferecem superfície vasta e resistente).

Asas acionadas por potentes músculos

Os pássaros de tamanho médio e pequeno, batem constantemente as asas para manter o equilíbrio. Enquanto que nas grandes aves, devido ao fato de a superfície da asa ser muito grande , lhes permitem planar no espaço, em amplas curvas, aproveitando-se das correntes aéreas.

Existem aves em que a locomoção terrestre(mais ou menos) se equivale à aérea. As andorinhas porém, vivem exclusivamente no ar, suas pernas curtas e asas grandes, não facilitam seu deslocamento em terra firme. Já as perdizes, codornas e inambus é raro vê-las voar pois vivem quase exclusivamente em terra firme.

As emas estão definitivamente impossibilitadas de voar, por terem as asas atrofiadas, que desaparecem ou são muito rudimentares. Há ainda o caso das aves que não voam como por exemplo os pingüins.

Canto

Algumas espécies são mudas; outras apenas piam, repetindo sempre a mesma nota, outras são canoras.

Espécies de algumas famílias acompanham o canto de movimentos variados, requebros e acrobacias.

O canto das aves tem significações diversas, e serve para:

Reunir as espécies gregárias

Reunir os casais

Advertir de algum perigo

Chamar os filhotes que se distanciaram, para junto dos pais

Indicar o local mais apropriado para a construção do ninho

Algumas cantam durante todo o ano, outras apenas na época de reprodução.

Temperatura

De todos os seres vivos são as aves que apresentam temperatura mais elevada, cuja média fica em torno de 40,5°c a 43°c.

Normalmente é mais elevada nas fêmeas, porém quando o macho se encarrega da incubação ele é quem apresenta temperatura mais elevada.

Migração

Este fenômeno está diretamente ligado à reprodução e é de vital importância na vida da ave. Todas as espécies que emigram, são Euritermas.

Nas aves se contrapõe dois instintos, o sedentário e o errático. Mas mesmo entre as sedentárias, se verificam deslocamentos para regiões distintas do meio natural em que vivem. A migração se dá por, procura de alimentos, fuga de predadores, mudança de clima.

Todas as aves, em forma de bando migratório, se dispõem em forma de cunha, para vencerem com mais facilidade a resistência do ar. As que se localizam na periferia se alternam com as que voam no centro do bando.

Os movimentos de migração processam-se sempre seguindo determinadas rotas, sendo as aves guiadas pelo instinto e pela reações do sistema nervoso, que se aperfeiçoaram durante gerações.


Comportamento Associativo

As aves são por instinto sedentárias ou gregárias (vivem em grupos).

Algumas são gregárias toda vida, como as aves marinhas que vivem em colônias.

Outras se associam unicamente durante a época de reprodução.

Em algumas espécies os filhotes não se afastam dos pais formando assim, grandes bandos.

Em quanto em outras se separam do bando, unicamente no período de reprodução.

Todos esses fenômenos são condicionados pela secreção de glândulas internas, que é acompanhada de maior, ou menor excitação, ou de repouso das glândulas de reprodução.

Faunística

As aves se encontram em todas as regiões do globo. Desde as terras Árticas até as Antárticas e em todos os mares. Cada uma com seu meio de vida, melodia e beleza.

Das 23 mil espécies existentes em todo o mundo, no mínimo 200 estão em extinção.

O Brasil abriga 1.504 espécies, com 2.294 formas diferentes. Deste total 725 são monotípicas e 779 politípicas.




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