21/06/11

PSICOLOGIA - AUTISMO

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De acordo com a Associação Americana de Autistas, problemas de funcionamento no cérebro podem provocar este distúrbio, detectado pela anamnese – recordação do que se finge estar esquecido – ou através de uma entrevista com o suposto autista. Apesar da dificuldade de comunicação e de interação social, algumas crianças são muito inteligentes e preservam intacta a fala. Outras já apresentam sinais de debilidade mental, silêncio persistente e um desenvolvimento atrasado da linguagem. Enquanto algumas aparentam um certo isolamento e se mantêm distantes, em outras há um comportamento limitado e padrões conservadores e severos.

A criança autista tem um desenvolvimento incomum e inadequado, que pode persistir por toda sua vida. Geralmente esta perturbação psíquica aparece nos primeiros três anos de vida, atingindo aproximadamente vinte entre cada dez mil crianças, e incide mais nos homens que nas mulheres. As causas deste problema não parecem estar situadas no contexto no qual o paciente vive, pois o autismo está presente em todo e qualquer ambiente.

Capacidades físicas, sociais e lingüísticas despertam lentamente nessas crianças, pois alguns campos específicos do pensamento podem ou não estar presentes, restringindo assim a compreensão racional das idéias e conceitos. Geralmente elas não associam os sentidos às suas respectivas palavras. Sua interação com metas, acontecimentos e pessoas não tem um desempenho normal, e elas não conseguem apropriar suas respostas às questões levantadas por adultos e outras crianças. Seus brinquedos também não são utilizados da maneira mais adequada. Estes pacientes reagem às sensações diferentemente dos padrões de normalidade, especialmente nas áreas da visão, audição, tato, dor, equilíbrio, olfato, gustação e na manutenção do corpo. Outro traço comum é o comportamento compulsivo e impregnado de rituais, como agitar as mãos ou balançar-se, cheirar ou lamber os objetos. Eles podem também atacar e ferir sem motivo outras pessoas.

No diagnóstico, os especialistas devem levar em conta três fatores: os problemas de relacionamento social, da comunicação verbal e não-verbal e dos brinquedos da imaginação, e finalmente do comportamento limitado e repetitivo. Mas todos esses elementos interessam apenas do ponto de vista referencial. Levam-se em conta principalmente as questões levantadas pelos familiares, como os sintomas, o comportamento da criança, antecedentes ginecológicos e obstétricos, a história médica da família e do paciente, principalmente no que tange às doenças neurológicas, psiquiátricas ou de origem genética, entre outros dados relevantes. Com base nestes, deve-se elaborar o planejamento do tratamento, depois de se classificar o distúrbio presente no paciente.

Quando os pais suspeitam que o filho é um autista, têm a tendência de negar o fato ou de acreditar que ele se curará completamente. Muitas vezes, os familiares migram de profissional em profissional, esperando ouvir o diagnóstico tão desejado. Embora ainda não seja possível falar-se em uma cura ampla, com os recursos atuais da medicina pode-se cultivar a esperança de ver esta criança alcançar uma maior independência. Mas para que isso aconteça, o tratamento deve iniciar o mais cedo possível, acompanhado de uma educação especial – esta proporciona ao autista ampliar sua aptidão para o aprendizado, suas habilitações comunicativas e sua interação com os outros, ao mesmo tempo em que diminui as crises de agitação -, do apoio familiar e de todas as técnicas que possam ajudar no desenvolvimento deste paciente.

Embora muitas vezes algumas substâncias sejam utilizadas para sanar alguns efeitos desta síndrome, tais como a agressividade ou procedimentos repetitivos, o autismo não é tratado com medicamentos específicos. Há pouco tempo os médicos valiam-se de neurolépticos para combater impulsos e comportamentos agitados, mas ultimamente vem-se adotando antidepressivos que inibem o processo de retomada da serotonina – estes remédios, como a fluoxetina, a fluvoxamina, a sertralina e a clomipramina, têm apresentado efeitos positivos. Assim, os autistas conquistam uma melhor qualidade de vida, a tranqüilidade necessária e merecida. Além de fazer uso destes medicamentos eventuais, o autista deve desenvolver a capacidade de ser mais independente, com o auxílio de mecanismos comportamentais. Este tratamento deve ser complementado por um projeto de orientação familiar, como, por exemplo, na escolha do espaço mais adequado para a educação do autista.

Fontes:

www.abcdasaude.com.br/artigo
www.autismo.com.br/site.htm
www.psicosite.com.br/tra/inf/autismo


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